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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Dicas de Leitura - Bicentenário da Independência do Brasil

 Na celebração dos 200 anos da independência do Brasil, em 7 de setembro, indicamos algumas obras do acervo das bibliotecas públicas que estão disponíveis para empréstimo e consulta.

Independência ou Morte, por Pedro Américo
Independência ou Morte, por Pedro Américo, óleo sobre tela, 1888. Acervo Museu Paulista*

Neste ano, em 7 de setembro, o Brasil comemora o bicentenário de sua independência, que foi o processo histórico de separação entre Brasil e Portugal, que se estendeu de 1821 a 1825. Após o brado de “Independência ou morte!” proferido por D. Pedro I às margens do Rio Ipiranga, o Brasil deixou de ser uma colônia portuguesa e se tornou uma monarquia constitucional. O grito do Ipiranga é parte de um processo maior; uma série de questões levaram à independência brasileira e perduraram pelos anos seguintes durante o Império. As dicas de leitura de setembro comemoram a data indicando obras sobre o tema e que fazem parte do acervo do Sistema Municipal de Bibliotecas. Entenda mais sobre esse período histórico e suas repercussões na atualidade consultando ou emprestando as obras de nossa seleção e outras relacionadas disponíveis nas bibliotecas públicas.

Dicas de Leitura - Bicentenário da Independência do Brasil

1822 : como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil : um país que tinha tudo para dar errado - Laurentino Gomes
Esta obra apresenta 22 capítulos intercalados por ilustrações de fatos e personagens da época da independência. Resultado de três anos de pesquisas, a obra cobre um período de quatorze anos, entre 1821, data do retorno da corte portuguesa de D. João VI a Lisboa, e 1834, ano da morte do imperador D. Pedro I. O livro procura explicar como o Brasil conseguiu manter a integridade do seu território e se firmar como nação independente em 1822.
Pedro I, Imperador do Brasil, 1798-1834; Brasil - História - Império, 1822-1889

Crise colonial e independência : 1808-1830 - coordenação Alberto da Costa e Silva
Este primeiro volume da coleção “História do Brasil Nação” é dedicado a um dos períodos mais notáveis de nossa História. 1808 desfaz, num só ato, a antiga condição colonial brasileira: diante da iminente invasão napoleônica, d. João aportou no Brasil com a família real e parte de sua corte, migrando a sede do Império português para a América. Apenas 14 anos depois, em meio à grande efervescência política e cultural, Pedro I proclama a independência, rompendo definitivamente os laços com Portugal. 1830 encerra o ciclo deste volume: Pedro I abdica do trono deixando como herdeiro seu filho de 5 anos. Um momento histórico como esse, repleto de eventos fundadores da nacionalidade brasileira, não poderia deixar de suscitar, até os dias de hoje, inúmeros questionamentos. Para descrevê-lo e entendê-lo, cinco renomados historiadores - Alberto da Costa e Silva, Lúcia Bastos Pereira das Neves, Jorge Caldeira, Rubens Ricupero e Lilia Moritz Schwarcz - oferecem ao leitor um rico painel desse agitado, complexo e colorido Brasil oitocentista, visto por seus mais diferentes ângulos: a política, a sociedade, a economia, as relações internacionais e a cultura.
Brasil - História - João VI, 1808-1821; Brasil - História - I Reinado, 1822-1831

Histórias da gente brasileira, volume 2 : império - Mary del Priore
Mary del Priore, escritora e historiadora premiada, aborda neste livro um dos momentos mais interessantes de nossa trajetória, a partir de um ângulo que vai além do convencional ao focar nos detalhes da vida cotidiana. Hábitos, costumes, modos de vestir, de falar, moradias, divertimentos, o papel da mulher… Nada passa despercebido pelo olhar sensível e acurado da autora. Ricamente ilustrado, o livro traz reflexões sobre a formação das grandes cidades – ajudando a explicar as diferenças regionais que até hoje marcam o país, além de questionar o mito do “homem cordial” ao contar com minúcias como se deram as diversas revoltas que explodiram neste período. Portanto, que tal olhar pelo buraco da fechadura e descobrir o que há por trás das cortinas do Brasil Império?
Brasil - História - Império, 1822-1889; Brasil - Usos e costumes - História; Brasil - Civilização;  Francisco Paulo de Almeida, 1826-1901 Barão de Guaraciaba

D. Pedro : a história não contada : o homem revelado por cartas e documentos inéditos - Paulo Rezzutti
Muito se fala do grito às margens do Ipiranga, da sexualidade exacerbada e do jeito impaciente que lhe rendeu a pecha de monarca difícil e de pouco tato político. Mas quase duzentos anos depois de sua morte, pouco ainda se sabe do homem de personalidade complexa que se dispunha a morrer por uma causa; do pai que queria para os filhos a educação que reconhecia falhar em si próprio; do governante que foi protagonista na transição do absolutismo ao liberalismo e ao regime constitucional no Brasil. Foi para preencher as inúmeras lacunas sobre nosso primeiro imperador que este livro foi escrito. Eis, enfim, a realidade de d. Pedro, no primeiro volume da coleção “A História Não Contada”.
Pedro I, Imperador do Brasil, 1798-1834; Brasil - História - I Reinado, 1822-1831

D. Leopoldina : a história não contada : a mulher que arquitetou a Independência do Brasil - Paulo Rezzutti
Conhecida no imaginário brasileiro como o vértice frágil do mais célebre triângulo amoroso da história do Brasil, Maria Leopoldina sofreu diante do escândalo que foi o relacionamento do marido com Domitila de Castro, a futura marquesa de Santos. Mas sua trajetória revela muito mais do que a mulher traída à luz do dia. Nascida na Áustria, culta e refinada, ela deixou a Europa em 1817 para uma aventura transatlântica e se tornou uma estrategista política fundamental no processo de Independência. A biografia de Leopoldina, no entanto, ainda parece distante da maioria do povo brasileiro. Sua figura complexa e carismática, sua vida intensa e breve, sua combinação de temores e coragem, força e fragilidade, são nuances reveladas e descritas pelo escritor e pesquisador Paulo Rezzutti nesta história não contada. O livro inclui um caderno de imagens inéditas e parte de documentos originais para relatar as reflexões, crenças e angústias da primeira imperatriz do Brasil.
Leopoldina, Imperatriz, consorte de Pedro I, Imperador do Brasil, 1797-1826- Ficção; Imperatrizes - Brasil - Biografia; Brasil - História

As vidas de José Bonifácio - Mary Del Priore
Conhecido como o Patrono da Independência do Brasil, José Bonifácio é uma figura histórica tão fascinante quanto enigmática. Sua aura de mistério intrigou inúmeros pesquisadores, que buscaram encontrar em sua trajetória qualidades e feitos que comprovassem seu heroísmo, sua genialidade, seu patriotismo.
Silva, José Bonifácio de Andrada e, 1763-1838 - Estadistas - Brasil - Biografia

7 de setembro de 1822 : a Independência do Brasil - Cecília Helena de Salles Oliveira
O 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, é a mais conhecida e celebrada data nacional. O feriado anual que recebe enorme cobertura da imprensa e dos meios de comunicação possui uma faceta lúdica e uma dimensão cívica. Em um livro interessantíssimo e leal à história, a autora e professora da USP aborda as condições da Independência, rondada por questionamentos e dúvidas sobre o Império regido por Pedro I, e explica a repercussão da simbólica data.
Brasil - História - Independência, 1822

LITERATURA INFANTOJUVENIL

História do Brasil em quadrinhos : chegada da Famíla Real - Dia do Fico - Independência - Edson Rossatto
História do Brasil em Quadrinhos apresenta o encadeamento de diversos fatos históricos, como os detalhes da chegada da família real ao Brasil, o Dia do Fico e a Independência do país. Toda a história é contada pelo professor Daguerre a três crianças que se desgarram da excursão escolar no Museu do Ipiranga em São Paulo - Marcelo, Catarina e Gustavo. A pressão sofrida por Portugal para aliar-se a Napoleão, a chegada ao Brasil, a elevação da antiga colônia a Reino Unido, a Inconfidência Mineira, o Dia do Fico e o grito do Ipiranga, tudo passa pela prosa do professor.
Brasil - História - João VI, 1808-1821 - Histórias em quadrinhos para crianças; Brasil - História - Independência, 1822 - Histórias em quadrinhos para crianças

A Independência do Brasil - André Diniz ; Antonio Eder (il.)
A vinda e a partida da família real, o Dia do Fico, o Grito do Ipiranga são marcos que culminaram na Independência do Brasil em 1822. D. Pedro I, nosso primeiro imperador, também é o protagonista desta história, contracenando com José Bonifácio, D. João VI, Carlota Joaquina e outras grandes figuras.
Brasil - História - Independência, 1822 - Histórias em quadrinhos

Independência ou morte! - Juliana de Faria ; Ivan Zigg (il.)
Um corriqueiro passeio ao Museu do Ipiranga pode se transformar numa grande aventura. Félix, Clarinha e toda a classe ficam impressionados com a grandiosidade do quadro 'Independência ou morte!', pintado em 1890 por Pedro Américo. Só que, quando a turma começa a se afastar do Salão Nobre para continuar a visita ao museu, os dois descobrem uma portinha ao lado da pintura. Ao entrar no quadro, eles são recebidos pelo próprio Pedro Américo. O pintor está ali para cuidar o tempo todo de sua obra. Pedro Américo propõe à dupla um grande desafio - encontrar quais são as sete diferenças entre o quadro e a verdadeira cena da Proclamação da Independência. 'Já brincaram de jogo-dos-sete-erros?', pergunta o artista. É aí que Félix e Clarinha se envolvem num passeio cheio de humor, suspense, enigmas e muita História. O livro traz também a biografia de Pedro Américo Figueiredo de Mello (1843-1905) e outras curiosidades sobre seu quadro mais famoso, feito sob encomenda para o imperador Dom Pedro II.
Literatura infantojuvenil; Brasil - História - Independência, 1822 - Literatura infantojuvenil; Pintura - Brasil - Século 19 - Literatura infantojuvenil; Américo, Pedro, 1843-1905 - Literatura infantojuvenil

O processo da independência do Brasil  - Marcos Bagno; Maria Graham
Uma adaptação do diário de Maria Graham, escritora e historiadora britânica que esteve no Brasil entre 1821 e 1825. Traz o relato sensível de quem acompanhou de perto um dos momentos mais importantes da nossa história: a mudança da condição de colônia para a de nação independente. Os textos da coleção História do Brasil através dos Viajantes foram adaptados por escritores, proporcionando uma narrativa envolvente e fiel aos fatos relatados nas obras originais.
Brasil - História - Literatura infantojuvenil; Viajantes - Brasil - História; Escritos de viajantes; História na literatura
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Links de interesse sobre a Independência:

* Google Arts and Culture - "Independência ou Morte", pintura de Pedro Américo que se tornou  representação oficial da independência do Brasil - acervo Museu do Ipiranga (Museu Paulista) https://artsandculture.google.com/asset/independ%C3%AAncia-ou-morte/xQEMjjFlwma5eQ

Como foi restaurado o quadro Independência ou Morte? https://ciclo22.usp.br/2021/09/10/como-foi-restaurado-o-quadro-o-grito-do-ipiranga/

Museu do Ipiranga - https://museudoipiranga2022.org.br

Wikipedia - Independência do Brasil https://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia_do_Brasil

Revista Pesquisa Fapesp - A Independência do Brasil de A a Z - A Independência do Brasil de A a Z - De olho na diversidade, dicionário reúne mais de 700 verbetes escritos por 276 pesquisadores de 11 países

Agenda Bonifácio - uma plataforma online da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo onde as pessoas podem conhecer os episódios mais marcantes que levaram à separação do Brasil de Portugal.

Veja aqui outras Dicas de Leitura. 
Confira também as Dicas de Leitura de setembro de 2011 -  A Independência do Brasil

Estes e outros títulos podem ser emprestados gratuitamente mediante inscrição na biblioteca. Para saber mais como se inscrever e retirar livros consulte o Regulamento de empréstimo de SMB.

Atenção: os links dos títulos são elaborados por um ISBN para facilitar o direcionamento da obra no catálogo online. Pesquise também pelo autor, título ou assunto (Independência) para localizar outras edições e a disponibilidade. Consulte o Catálogo Online para saber em quais bibliotecas estão disponíveis estes e outros livros. Consulte a lista das bibliotecas das regiões de São Paulo para localizar a mais perto de você.

Publicada no site SMB em 1/9/2022 https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/noticias/?p=32004

 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Dicas de Leitura - Vidas Negras Importam (Black Lives Matter) INFANTIL

#BlackLivesMatter #VidasNegrasImportam

É importante para a formação das crianças conversar sobre raça, racismo, preconceito, convívio social, respeito a sí e ao próximo, tradições culturais, e assuntos correlatos. Dando sequência ao tema do movimento ativista internacional Vidas Negras Importam, no inglês Black Lives Matter, cuja campanha é contra a violência direcionada as pessoas negras e o racismo, selecionamos alguns livros infantis de nosso acervo que ajudarão as crianças na compreensão dessas questões. Veja também nossas Dicas de junho com livros adultos sobre o tema. Anote os títulos de seu interesse para emprestá-los após a quarentena da pandemia do Covid-19, tão logo as bibliotecas reabram.

Capas dos livros infantis das dicas de leitura Vidas Negras Importam

Amoras – Emicida, ilustrado por Aldo Fabrini
Primeiro livro do rapper Emicida, fala sobre a importância da valorização de quem somos. “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. O livro traz o enaltecimento da beleza negra por meio de alusões com a natureza e o reconhecimento de si.

Anansi: o velho sábio – Kaleki, ilustrado por Jean-Claude Götting
Em uma espécie de conto dos contos, Kaleki traz a importância de refletir e saber ouvir os outros, levando em conta, antes de tudo, a opinião das mulheres, sua sabedoria e seu espírito prático. O livro revela parte da mitologia axânti (povo de Gana, África Ocidental), onde a história da aranha Anansi simboliza as crenças e os costumes daquela sociedade, como acontece em todo o continente africano, onde o conhecimento e as tradições se transmitiam oralmente, por meio dos griots, os grandes contadores de histórias.

Betina - Nilma Lino Gomes, ilustrado por Denise Nascimento
Pedagoga e primeira reitora negra da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILA, Nilma Lino Gomes acumula reflexões e debates sobre a questão racial no Brasil. Com vasta publicação, a presente ficção é uma das poucas que possui e tão marcante quanto seus textos teóricos. Betina expõe a história de uma menina cuidada por sua avó. Eis que surge o mágico momento do penteado, assim descrito: Depois de todas essas etapas, a avó sentava-se em um banquinho, colocava uma almofada para Betina sentar-se no chão, jogava uma toalha sobre os ombros da menina, dividia o cabelo em mechas e ia desembaraçando, penteando e trançando uma a uma, com rapidez incrível. Enquanto trançava, avó e neta conversavam, cantavam e contavam histórias.

Heroínas Negra Brasileiras em 15 Cordéiss - Jarid Arraes, ilustrado por Gabriela Pires
Munida de referências de cordelista e xilogravurista na família (o pai e o avô, respectivamente), a escritora Jarid Arraes encontra nessa manifestação literária a forma de conscientizar as pessoas sobre a parte que, por muito tempo, foi apagada da história do Brasil: as atitudes e ações de mulheres negras que impactaram o processo de formação do Estado brasileiro. A coletânea traz 15 histórias bem diferentes entre si para mostrar que as mulheres negras têm trajetórias tão diversas quanto a dos homens e podem representar e ocupar múltiplas narrativas, aumentando a consciência de crianças e adolescentes sobre a representatividade negra. Conheça a história de: Antonieta de Barros, Aqualtune, Carolina Maria de Jesus, Dandara dos Palmares, Esperança Garcia, Eva Maria do Bonsucesso, Laudelina de Campos, Luísa Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina dos Reis, Mariana Crioula, Na Agontimé, Tereza de Benguela, Tia Ciata e Zacimba Gaba.

O menino Nito - Sonia Rosa, ilustrado por Victor Tavares
Menino não chora? É essa pergunta que o livro se propõe a refletir ao longo da obra. Com vários títulos que falam sobre as tradições populares de matrizes africanas no Brasil, como o Jongo, Maracatu e outras influências africanas nos esportes e culinária incorporadas no país, a contadora de história e professora Sonia Rosa traz o debate da formação da masculinidade em crianças como Nito. O menino Nito revela um percurso de desconstrução da masculinidade hoje identificada como tóxica, nociva e violenta esperada para homens na infância e que precisa ser repensada.

Meu crespo é de rainha – bell hooks, ilustrado por Chris Raschka
A obra celebra a beleza e a diversidade dos cabelos crespos e cacheados apresentando às meninas brasileiras diferentes penteados e cortes de cabelo de forma positiva, alegre e elogiosa. Em forma de poema rimado e ilustrado é um livro para ser lido em voz alta, indicado para crianças a partir de três anos de idade, e também para mães, irmãs, tias e avós se orgulharem de quem são e de seu cabelo "macio como algodão” e "gostoso de brincar". O livro enaltece a beleza dos fenótipos negros, exaltando penteados e texturas afro, serve de referência à garota que se vê ali representada e admirada. A obra de bell hooks incentiva a liberdade de expressar a individualidade. Os rituais implícitos no livro estão enraizados nas tradições da própria infância, quando "fazer" o cabelo é uma boa desculpa para as meninas se reunirem, rirem e contarem histórias juntas.

Minha mãe é negra sim! - Patrícia Santana, ilustrado por Hyvanildo Leite
Doutora em Educação pela UFMG, Patrícia Maria de Souza Santana resgata a importância das crianças saberem sua origem e também se posicionar. Minha mãe é negra sim! mostra a história do garoto Eno, um menino negro que percebe o preconceito da professora, através da sugestão que ela dera, em sala de aula, para que ele pintasse o desenho da mãe, negra, na cor amarela, que ela considerava mais bonita. O incômodo de Eno reflete os vários modos como o racismo atravessa o psicológico da criança negra. Por fim, seu avô o ensina a identificar e valorizar desde a cor preta até costumes da cultura negra presentes na família e na história, fortalecendo sua autoestima e construindo, com o menino, um repertório cultural.

O mundo no black power de Tayó - Kiusam de Oliveira, ilustrado por Taisa Borges
Tayó é uma menina negra que tem orgulho do cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar as agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. Mas como pode ser ruim um cabelo fofo, lindo e cheiroso? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”, responde a garota para os colegas. Com essa narrativa, a autora transforma o enorme cabelo crespo de Tayó numa metáfora para a riqueza cultural de um povo e para a riqueza da imaginação de uma menina sadia.

A Neta de Anita - Anderson de Oliveira, ilustrado por Alexandre Rampazo
Aqui, Anderson Oliveira traz o debate sobre a visibilidade das pessoas com deficiência visual. Conta a história de Tainá, uma menina negra e cega, que encontra na avó o amparo e descobertas. A narrativa envolve o leitor na construção da compreensão de mundo da menina. Tainá ouve cochichos em referência ao seu aspecto físico, o que a faz desabafar com a avó, com quem divide o teto. Após um percurso de autodescoberta, ela descobre também que a essência das coisas está justamente no fato de serem diferentes. A importância das griôs (ou griots) - contadores ou contadoras de história na África - fica ainda mais evidente.

Os nove pentes d’África - Cidinha da Silva, ilustrado por Iléa Ferraz
Pesquisadora de relações raciais e com vários livros publicados, Cidinha da Silva elabora a primeira obra infanto-juvenil a pedido de uma sobrinha de seis anos. Conta a história de uma família, cujo percurso é narrado pela Barbara, personagem principal e uma dos nove netos do vô Francisco e vó Berta. A retomada da narrativa familiar permite ao leitor compreender a importância dos momentos de contação de histórias em sua família e na tradição oral como um todo.

Sinto o que sinto – Lázaro Ramos, ilustrado por Ana Maria Sena
Mesmo para os adultos, lidar com os sentimentos nem sempre é fácil. Isso é o que Dan, personagem principal dessa história, percebe ao longo de seu dia, enfrentando diferentes situações que o fazem ter de encarar uma mistura bastante diversa de sentimentos. E à noite, já em casa e quase pronto para ir dormir, Dan ouve uma história muito especial de seu avô sobre seus ancestrais. O livro de Lázaro Ramos tem como objetivo ajudar as crianças a entender que é normal sentir raiva, alegria, orgulho, tudo ao mesmo tempo. Aprender a identificar e a nomear tais sentimentos é muito importante para o desenvolvimento emocional do ser humano. Além disso, a obra mostra a importância de se valorizar a nossa ancestralidade.

 As tranças de Bintou - Sylviane A. Diouf, ilustrado por Shane W. Evans
Com vasta produção literária sobre a cultura africana, a autora nos mostra uma história comovente e que permite repensar o Brasil através dos costumes africanos. O livro resgata a valorização da estética negra, por meio das situações que a pequena Bintou vivencia ao desejar ter as tranças nos cabelos iguais às de sua irmã mais velha. O desejo de tirar seus "birotes" vai revelando a compreensão que Bintou tinha de si mesma e reconstruindo seu olhar. A história encanta pela maneira cuidadosa e doce com que trata, a partir de um contexto cultural específico, um momento universal: a passagem da infância para a adolescência. Um livro que nos revela a beleza de cada fase da vida e nos permite repensar o Brasil por meio dos costumes africanos.
 

   
Leia sobre o movimento Vidas Negras Importam, tradução de Black Lives Matter na Wikipedia e no site oficial do movimento

  

Consulte o Catálogo Online para saber em quais bibliotecas estão disponíveis estes e outros livros. Pesquise pelos assuntos racismo, preconceito, negros, discriminação racial, condições raciais, relações raciais, entre outros.
Atenção: o link do título é elaborado por um ISBN para facilitar o direcionamento para o catálogo online. Pesquise também pelo autor, título ou assunto para localizar outras edições e as bibliotecas.

Consulte a lista das bibliotecas pelas regiões de São Paulo para localizar a mais perto de você.

Veja aqui as Dicas de Leitura - Vidas Negras Importam (Black Lives Matter) livros adultos e outras Dicas de Leitura de temas variados.


quinta-feira, 18 de junho de 2020

Dicas de Leitura - Vidas Negras Importam (Black Lives Matter)

#BlackLivesMatter
#VidasNegrasImportam

A segunda seleção de livros das Dicas de Leitura de junho se vale do tema do movimento ativista internacional Vidas Negras Importam, no inglês Black Lives Matter, criado em 2013 nos Estados Unidos, cuja campanha é contra a violência direcionada as pessoas negras e o racismo. Com o uso da hashtag #BlackLivesMatter em mídias sociais, o movimento tem se espalhado pelo mundo em solidariedade às vítimas de violência policial e tem despertado a necessidade de união para ações antirracistas e discriminatórias. Somando-se a vários movimentos negros também no Brasil, debate abertamente o racismo e defende que todas as existências têm o mesmo valor e que todas as pessoas são cidadãos de direito. Escolha os títulos de seu interesse para emprestá-los  tão logo as bibliotecas voltem a funcionar, após a quarentena da pandemia do Covid-19.
 Dicas de Leitura  - Vidas Negras Importam (Black Lives Matter)

Dicionário da Escravidão e Liberdade: 50 textos críticos - Organizadores: SCHWARCZ, Lilia Moritz e GOMES, Flávio dos Santos
"A meia centena de ensaios concisos que Lilia Moritz Schwarcz e Flávio dos Santos Gomes reuniram neste volume, com título e intenção de ser um dicionário temático, mostra a grande quantidade de faces que compõem o que é um poliedro em movimento. Cada um desses textos convida a novos textos, a novas pesquisas, a aprofundamentos, a novas comparações e a contestações. Não faltam neste livro parágrafos sobre a espera, a busca e a obtenção da liberdade. Sobre a liberdade como antônimo de escravidão, mas que com ela coexiste para a ela se opor. Se estes ensaios nos dizem que o passado é sem esperança de conserto, eles não nos deixam esquecer que não há sombra sem luz." Do prefácio de Alberto da Costa e Silva .

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade - HOOKS, bell
Escritora, professora e intelectual negra insurgente, bell hooks  (escrito em minúsculaspara dar enfoque ao conteúdo da sua escrita e não à sua pessoa) escreve sobre um novo tipo de educação, a educação como prática da liberdade. Para hooks, ensinar os alunos a "transgredir" as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor. Ensinando a transgredir, repleto de paixão e política, associa um conhecimento prático da sala de aula com uma conexão profunda com o mundo das emoções e sentimentos. É um dos raros livros sobre professores e alunos que ousa levantar questões críticas sobre Eros e a raiva, o sofrimento e a reconciliação e o futuro do próprio ensino. Segundo a autora "a educação como prática da liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender". Tradução de: Teaching to transgress.

A liberdade é uma luta constante
- DAVIS, Angela

O livro da ativista política Angela Davis reúne uma ampla seleção de seus artigos, discursos e entrevistas realizados em diferentes países entre 2013 e 2015, organizados pelo militante dos direitos humanos Frank Barat. Os textos trazem reflexões sobre como as lutas históricas do movimento negro e do feminismo negro nos Estados Unidos e a luta contra o apartheid na África do Sul se relacionam com os movimentos atuais pelo abolicionismo prisional e com a luta anticolonial na Palestina. Além de sua reconhecida atuação política no combate ao racismo, Davis denuncia também o sexismo, demonstrando de forma muito objetiva a relação entre a violência contra a mulher e a violência do Estado. Diante das injustiças globais, Angela Davis inspira o leitor a imaginar e construir um movimento de libertação de todos os seres humanos. Organização de Frank Barat.

Lugar de fala
- RIBEIRO, Djamila
A intenção da coleção Feminismos Plurais é trazer para o grande público questões importantes referentes aos mais diversos feminismos de forma didática e acessível. Com o objetivo de desmistificar o conceito de lugar de fala, Djamila Ribeiro contextualiza o indivíduo tido como universal numa sociedade cisheteropatriarcal eurocentrada, para que seja possível identificarmos as diversas vivências específicas e, assim, diferenciar os discursos de acordo com a posição social de onde se fala.

Mulheres, raça e classe
- DAVIS, Angela
Mais importante obra de Angela Davis, traça um poderoso panorama histórico e crítico das imbricações entre a luta anticapitalista, a luta feminista, a luta antirracista e a luta antiescravagista, passando pelos dilemas contemporâneos da mulher. O livro é considerado um clássico sobre a interseccionalidade de gênero, raça e classe. A perspectiva adotada por Davis realça o mérito do livro: desloca olhares viciados sobre o tema em tela e atribui centralidade ao papel das mulheres negras na luta contra as explorações que se perpetuam no presente, reelaborando-se. O reexame operado pela escrita dessa ativista mundialmente conhecida é indispensável para a compreensão da realidade do nosso país, pois reforça a práxis do feminismo negro brasileiro, segundo o qual a inobservância do lugar das mulheres negras nas ideias e projetos que pensaram e pensam o Brasil vem adiando diagnósticos mais precisos sobre desigualdade, discriminação, pobreza, entre outras variáveis.

A nova segregação: racismo e encarceramento em massa
- ALEXANDER, Michelle
Esta obra busca revelar os alicerces do racismo estrutural no coração da democracia liberal moderna. O livro desafiou a noção de que o governo Obama assinalava o advento de uma nova era pós-racial. A edição brasileira tem apresentação de Ana Luiza Pinheiro Flauzina, orelha de Alessandra Devulsky, revisão técnica e notas Silvio Luiz de Almeida. Pedro Davoglio assina a tradução. Tradução de: The new Jim Crow: mass incarceration in the age of colorblindness.

Quem tem medo do feminismo negro?
-  RIBEIRO, Djamila
A obra reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista CartaCapital, entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante. Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir.

Racismo no Brasil
- SCHWARCZ, Lilia Moritz
No Brasil, ninguém é racista. São sempre os outros. Numa pesquisa da Universidade de São Paulo, 97% dos entrevistados afirmaram não ter preconceito, mas 98% disseram conhecer pessoas que manifestavam, de algum modo, discriminação racial. O fato é que, na sociedade brasileira, tão marcada pela desigualdade e pelos privilégios, a "raça" fez e faz parte de uma agenda pautada por duas atitudes: a exclusão social e a assimilação cultural. Nesse contexto, torna-se especialmente importante pensar sobre o mito da nossa "democracia racial". Amparado num resumo histórico dos padrões de discriminação e miscigenação, este livro chega a conclusões surpreendentes sobre os modelos de relacionamento racial em nosso país.

Racismo estrutural
- ALMEIDA, Silvio
Nos anos 1970, Kwame Turu e Charles Hamilton, no livro "Black Power", apresentaram pela primeira vez o conceito de racismo institucional: muito mais do que a ação de indivíduos com motivações pessoais, o racismo está infiltrado nas instituições e na cultura, gerando condições deficitárias a priori para boa parte da população. É a partir desse conceito que o autor Silvio Almeida apresenta dados estatísticos e discute como o racismo está na estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira.

O Racismo e o Negro no Brasil:  questões para a psicanálise
- Organizadores: Kon, Noemi Moritz; Silva, Maria Lúcia da; Abud, Cristiane Curi
"O Brasil é racista, mas eu não. ” No Brasil, a dificuldade de perceber a dimensão da questão racial trava o processo de construção e constituição do país como nação. Sabendo que a psicanálise, e todos os saberes, segue a música dos acontecimentos históricos e culturais, a editora Perspectiva oferece ao leitor um profundo e candente debate sobre o espinhoso tema do racismo e preconceito no Brasil ao tornar livro o ciclo de palestras realizado em 2012, em São Paulo, pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae sobre o assunto, uma reflexão dos tempos e espaços que nos trouxeram ao Brasil do anos 2000. Afinal, em que contexto estamos imersos e quais questões o travessam? Como explicar a cruel tendência de invisibilizar e subjugar, através do ideal da brancura, o não branco? Como tratar a questão do racismo no Brasil, que perdura e se agarra a um passado escravagista que, ainda hoje “cobre nosso tecido social, sobrevivendo com tenaz resistência aos humores do tempo”?

Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula
- TOLENTINO, Luana
Crônicas que evidenciam as experiências da autora vividas ao longo de dez anos à frente de turmas dos Ensinos Fundamental e Médio. O livro chama a atenção para a importância da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Africana e Afro-brasileira no currículo escolar, uma porta que abriu caminhos para estruturar uma política educacional que incentivou e continua a incentivar práticas pedagógicas que buscam combater o racismo no território escolar.

Dicas de Leitura relacionadas publicadas anteriormente

Dicas de Leitura - Consciência Negra

Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra em 20 de novembro, selecionamos para as Dicas de Leitura do mês algumas obras disponíveis no acervo das bibliotecas que possibilitam uma reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.Obras selecionadas: Carolina Maria de Jesus: uma escritora improvável (Joel Rufino dos Santos); Eu sei por que o pássaro canta na gaiola (Maya Angelou); Olhos d'água (Conceição Evaristo); Pretextos de mulheres negras (org. Carmen Faustino e Elizandra Souza); Romantismo brasileiro: amor e morte - estudo sobre José de Alencar e Maria Firmina dos Reis; Sagrado sopro (Raquel Almeida); Terra fértil (Jenyffer Nascimento); Úrsula (Maria Firmina dos Reis). (novembro 2019)

Dicas de Leitura - Toni Morrison

A escritora norte americana Toni Morrison faleceu dia 5 de agosto aos 88 anos. Toni foi a primeira mulher negra a ganhar o Nobel de Literatura em 1993 e é a ela que dedicamos esta edição das Dicas de Leitura. Obras selecionadas: Amada - (Beloved), Amor - (Love), A Canção de Solomon - (Song of Solomon), Compaixão - (Mercy), Jazz, O olho mais azul - (The Bluest Eye), O que me diz, Louise? - (Please Louise), Paraíso - (Paradise), Pérola Negra - (Tar baby), Quem leva a melhor?: novas fábulas de Esopo - (Who's Got Game?: The Ant or the Grasshopper? The Lion or the Mouse? Poppy or the Snake?, Voltar para casa - (Home), Toni Morrison: great American writer, Toni Morrison, Extraordinary American writers. (agosto 2019)

Dicas de Leitura - Dia Internacional contra a Discriminação Racial

O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela Organização das Nações Unidas e celebra-se em 21 de março em referência ao Massacre de Sharpeville. Esta é uma importante data que reforça a luta contra o preconceito racial em todo o mundo. Obras selecionadas: A Invenção das Asas, Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola, Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis, Kindred: Laços de sangue, Na Minha Pele, Nem preto nem branco muito pelo contrário: cor e raça na sociabilidade brasileira, No Seu Pescoço, O correspondente estrangeiro, Negras Raízes, Um defeito de cor. (março de 2019)

Dicas de Leitura - Escritoras Africanas

As Dicas de Leitura de abril de 2018 apresentam escritoras da Nigéria, Zimbábue, Camarões, Moçambique, África do Sul e Egito. Autoras e suas obras disponíveis nas bibliotecas:
Chimamanda Ngozi Adichie: Americanah, Hibisco roxo, Meio sol amarelo, Para educar crianças feministas, Sejamos todos feministas. Léonora Miano: Contornos do dia que vem vindo. J. Nozipo Maraire: Zenzele. Lina Magaia: Dumba Nengue - histórias trágicas do banditismo. Nadine Gordimer: O amante da natureza, A arma da casa, Beethoven era 1/16 negro e outros contos, Contando histórias, De volta à vida, O engate, O falecido mundo burguês, A filha de Burger, A gente de July, A história do meu filho, O melhor tempo é o presente, Numa segunda-feira de certeza, O pessoal de July, Tempos de reflexão, Um capricho da natureza, Um mundo de estranhos, Uma mulher sem igual. Nawal El Saadawi: A face oculta de Eva. (abril de 2018)

Dicas de Leitura - Consciência Negra no Brasil

Conheça um pouco mais sobre a história dos negros no nosso país. Veja algumas dicas de leitura e contações de histórias com a temática África e Brasil que acontecem nas bibliotecas. Obras selecionadas: 20 de novembro - A consciência nasceu na luta, A cor do preconceito, História e cultura afro-brasileira, O negro no Brasil de hoje, Racismo – A verdade dói. Encare, Tramas da Cor: Enfrentando o preconceito no dia-a-dia escolar. (novembro de 2011)

Leia sobre o movimento Vidas Negras Importam, tradução de Black Lives Matter na Wikipedia e no site oficial do movimento


  

Consulte o Catálogo Online para saber em quais bibliotecas estão disponíveis estes e outros livros. Pesquise pelos assuntos racismo, preconceito, negros, discriminação racial, condições raciais, relações raciais, entre outros.
Atenção: o link do título é elaborado por um ISBN para facilitar o direcionamento para o catálogo online. Pesquise também pelo autor, título ou assunto para localizar outras edições e as bibliotecas
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Veja aqui outras Dicas de Leitura de temas variados.

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/noticias/?p=28071

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Livros Mais Lidos 2019

Veja a lista dos 100 livros mais lidos (mais emprestados) nas Bibliotecas do Sistema Municipal em 2019. A lista apresenta a posição (ranking), a quantidade de empréstimos, o título da obra, a autoria e o tipo de público a que se destina. 

Ranking - Empréstimos - Obras - Autoria - Público
Livros mais emprestados nas bibliotecas em 2019
1º          2.217          Quincas Borba - Machado de Assis (adulto)
2º          2.084          O cortiço - Aluísio Azevedo (adulto)
3º          1.649          Diário de um banana:  as memórias de Greg Heffley - Jeff Kinney (infanto-juvenil)
4º          1.590          Sagarana - João Guimarães Rosa (adulto)
5º          1.462          A relíquia - Eça de Queirós  (adulto)
6º          1.438          O diário de Anne Frank - Anne Frank  (adulto)
7º          1.397          Diário de um banana: Rodrick é o cara - Jeff Kinney (infanto-juvenil)
8º          1.390          Minha vida de menina  -  Helena Morley (adulto)
9º          1.364          Mayombe: romance - Pepetela (adulto)
10º        1.308          Harry Potter e a pedra filosofal - J. K. Rowling (infanto-juvenil)
11º         1.300          A revolução dos bichos: um conto de fadas - George Orwell (adulto)
12º         1.293          Dom Casmurro -  Machado de Assis (adulto)
13º         1.261          Diário de um banana: a gota d'água - Jeff Kinney (infanto-juvenil)
14º         1.181          Diário de um banana: dias de cão - Jeff Kinney (infanto-juvenil)
15º         1.129          1984 - George Orwell (adulto)
16º         1.103          Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis (adulto)
17º         1.078          Vidas secas - Graciliano Ramos (adulto)
18º         1.028          A seleção - Kiera Cass (infanto-juvenil)
19º         1.016          A culpa é das estrelas - John Green (infanto-juvenil)
20º         1.015          Quarto de despejo: diário de uma favelada - Carolina Maria de Jesus (adulto)
21º            987           Harry Potter e a câmara secreta - J. K. Rowling (infanto-juvenil)
22º            967          Claro enigma - Carlos Drummond de Andrade (adulto)
23º            940          Angústia - Graciliano Ramos (adulto)
24º            931          Capitães da areia - Jorge Amado (adulto)
25º            918          Diário de um banana: bons tempos - Jeff Kinney (infanto-juvenil)
26º            916          O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry (infanto-juvenil)
27º            888          Diário de um banana: casa dos horrores - Jeff Kinney (infanto-juvenil)
28º            876          Diário de um banana: caindo na estrada - Jeff Kinney (infanto-juvenil)
29º            848          Iracema - José de Alencar (adulto)
30º            833          Diário de um banana: vai ou racha - Jeff Kinney (infanto-juvenil)
Continua ...
livros_mais_emprestados_2019_tabela

Veja aqui a lista completa dos 100 livros mais lidos (PDF)


Fonte:SÃO PAULO (cidade). SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA. COORDENAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE BIBLIOTECAS. Catálogo on-line do Sistema Municipal de Bibliotecas [base de dados]: relatórios diversos; 04-06 fev. 2020. São Paulo: SMC, 2020.

Veja aqui a lista completa dos 100 livros mais lidos (MS-Excel)


Nota
: Para a identificação dos livros mais lidos são considerados os números relativos aos empréstimos das obras que compõem os acervos circulantes do conjunto dos serviços municipais de leitura com dados registrados na fonte (105 bibliotecas e 11 outros serviços). Foram contabilizados todos os empréstimos ou renovações de empréstimos realizados pelos munícipes no período de referência de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2019. Para maior precisão dos números foram analisados dados provenientes de três tipos de relatórios: 1) "Top empréstimos por obra", que fornece uma listagem preliminar com cem obras mais emprestadas (100 registros); 2) "Livros mais emprestados", que fornece uma listagem com todas as obras com dez ou mais empréstimos (14.679 registros); 3) "Histórico de empréstimos por exemplar", que permite obter, para cada uma das obras, dados detalhados sobre os empréstimos (número de registros conforme o relatório específico para cada obra). A comparação entre os três tipos de relatórios evidencia, para algumas obras, a ocorrência de diferenças entre os números referentes aos empréstimos, seja em função de questões ligadas às diferentes edições das mesmas, seja por conta de critérios de catalogação adotados em cada caso. A partir do confronto entre os dois primeiros tipos de relatórios foi então elaborada uma pré-seleção das 120 obras com totalizações superiores a 300 empréstimos. Em seguida, para cada uma dessas 120 obras, foi extraído o terceiro tipo de relatório. Nos casos em que ocorreram divergências entre os números obtidos, foram considerados os dados calculados a partir do terceiro tipo de relatório, que se mostraram mais consistentes, subtraindo-se, com base nos dados do segundo tipo de relatório, os números referentes a títulos idênticos publicados por outros autores,e obras em suporte audiovisual ou editadas em versões de histórias em quadrinhos ou cordel. Leia outras notas no documento completo.
Veja também a lista dos livros mais lidos de anos anteriores.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Dicas de Leitura - Folclore Brasileiro

Em 22 de agosto comemora-se o dia do Folclore Brasileiro, aproveite para conhecer alguns mitos, lendas e contos populares.

 

Em agosto são relembradas diversas narrativas populares do folclore brasileiro, por vezes assustadoras e repletas de mistérios, tais quais as lendas, as fábulas, os mitos e os contos. Essa literatura enfatiza a cultura do país com histórias que advém do imaginário popular e das populações indígenas e africanas. Autores brasileiros como Monteiro Lobato, Ziraldo e outros selecionados para estas Dicas de Leitura inspiraram-se nas ideias fantásticas do folclore para comporem suas obras ou para estudá-las culturalmente.
Dica de Leitura - Folclore Brasileiro
A Turma do Pererê - Ziraldo
Série em quadrinho publicadas na década de 1950, a partir de tiragens na revista O Cruzeiro. A intenção do autor era representar a cultura brasileira através de personagens inspirados no folclore e animais típicos de nossas matas. As histórias se passam na Mata do Fundão, floresta fictícia que enfatiza a valorização e conhecimento da fauna e flora brasileira.

O Saci – Monteiro Lobato
Pedrinho foi caçar no Capoeirão dos Tucanos, a mata virgem do Sítio do Picapau Amarelo, e encontrou um saci que lhe contou os segredos da floresta e várias lendas do folclore brasileiro, como a Mula-sem-cabeça, o Boitatá, o Lobisomem, o Negrinho do Pastoreio e muitas outras coisas... Juntos, eles salvaram Narizinho do feitiço da Cuca, Pedrinho quase ficou cego com a Iara e a Cuca morreu de medo dos pingos d'água.

Aihö’ ubuni wasu’u: O Lobo Guará e Outras Histórias do Povo Xavante - Angela Pappiani e Maíra Lacerda
Através de pesquisas e traduções das pesquisadoras Angela Pappiani e Maíra Lacerda, que conviveram e resgataram histórias dos índios Xavantes alocados no estado do Mato Grosso, o livro traz seis contos e ilustrações feitas pelos próprios índios da tribo e a temática dessas narrativas voltam-se para tempo, misticismo e criação de todas as coisas.

Contos e Fábulas do Brasil - Marco Haurélio
Coletânea de contos orais brasileiros, a partir de gravações que o autor Marco Haurélio recolheu na Bahia, em Pernambuco e em Alagoas dentre outros estados nordestinos. Além de contos, o livro contém lendas, adivinhas, quadras e romances velhos, totalmente ilustrado e recomendado para todas as idades.

Lendas Brasileiras - Luis da Câmara Cascudo
Seleção de lendas clássicas e também de histórias desconhecidas do folclore que foram reunidas por Cascudo por meio de gravações feitas ao redor do Brasil. Reune 21 tradições populares das cinco grandes regiões geográficas do país, com um extraordinário repertório cultural sobre o povo, florestas, costumes e natureza.

Mitos e Lendas do Brasil em Cordel - Nireuda Longobardi
Nireuda Longobardi reconta em formato de literatura de cordel as clássicas lendas brasileiras como Saci, o Boto, a Iara, o Lobisomem, o Curupira, a Mula-sem-Cabeça, além de muitas outras. O livro também conta com uma linguagem acessível, principalmente para jovens leitores.

As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro - A.S. Franchini
Franchini conta sua versão de algumas histórias do folclore brasileiro, com a clássica fusão entre o fantástico, a cultura popular e a oralidade, que aqui são peças chaves para valorização de nossa fauna, flora e origem de nossas raízes. O livro reúne consagradas lendas indígenas, contos populares e também enredos horripilantes, dentre eles, Saci-Pererê, Chupa-Cabra, Mula-sem-Cabeça, O Lobisomem, além de muitas histórias sobre a origem das estrelas, criação do mundo, o surgimento da noite, e outras.

Lendas e Mitos dos Índios Brasileiros - Walde-Mar de Andrade e Silva
O livro é resultado da experiência de oito anos do artista com algumas das principais tribos do Xingu, as quais foram coletadas milhares de narrativas. Além disso, todas as histórias são acompanhadas de ilustrações feitas pelo próprio autor, feitas através de viés naturalista, e mostra de maneira sublime um pouco mais sobre a cultura indígena e sua relação mística e respeitosa para com a natureza.

Mitos Indígenas - Betty Mindlin e Narradores Indígenas
Mediante as pesquisas e gravações de dez povos indígenas principais da Amazônia, acompanhamos lendas e contos dos quais a partir de fantasias, misticismo e mitologia abrangem questões que nos faz repensar e um convite para filosofar como surgiram às estrelas, o céu, a noite, o relâmpago dentre muitos outros elementos da natureza, explicados de maneira simples e bonita.

O Mais Misterioso do Folclore - Luciana Garcia 
Neste livro, da série “O Mais Legal do Folclore” estão reunidas as principais lendas de cunho misterioso do folclore brasileiro. Escrito em Braille, o livro traz a riqueza de detalhes dos personagens para que o leitor tenha acesso a uma espécie de investigação ao recorrer da leitura e também a partir das ilustrações. Obra interativa que transforma o leitor em detetive a fim de desvendar o grande mistério associado à touca do Saci.

O Mais Assustador do Folclore Brasileiro: Monstros da Mitologia Brasileira - Luciana Garcia 
Também da série “O Mais Legal do Folclore”, esta edição nos apresenta, também em Braille, as narrativas mais assustadoras do folclore brasileiro. Por meio da narração de O Negrinho do Pastoreio obtemos algumas dicas para decifrar pistas de qual é o mito. Ao final do livro, o leitor é agraciado por uma entrevista pingue-pong com cada um dos assustadores personagens, dentre eles, a Pisadeira, Alma-de-Gato, Mapinguari, Jurupari, Labatut e outros.

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Veja aqui outras dicas de leitura.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Dicas de Leitura - Toni Morrison

A escritora norte-americana Toni Morrison faleceu dia 5 de agosto aos 88 anos. Toni foi a primeira mulher negra a ganhar o Nobel de Literatura em 1993. Suas obras influenciaram a literatura de seu país com a introdução da prosa lírica e da contação de histórias, e principalmente pelo realce de personagens negros e femininos.


Toni MorrisonToni Morrison, nascida Chloe Ardelia Wofford em 18 de fevereiro de 1931, faleceu dia 5 de agosto de 2019. Foi escritora, editora e professora estadunidense. Recebeu importantes prêmios literários, entre eles o National Critics Award de 1977, o Prêmio Pulitzer de Ficção de 1988 e o Nobel de Literatura de 1993, por seus romances fortes e pungentes, que relatam as experiências de mulheres negras nos Estados Unidos durante os séculos XIX e XX. Sua fama veio de seus livros com histórias afro-americanas, que relatam situações difíceis de mulheres negras com personalidades fortes e histórias de vida marcantes, da segregação racial, pedofilia e prostituição. Frequentemente suas personagens lutam para viverem como  indivíduos e membros de suas comunidades, tendo que superar situações difíceis como a brutalidade da escravidão, da opressão racial, econômica e sexismo. "É verdade que minhas personagens passam por circunstâncias muito difíceis, mas no final elas sempre aprendem algo profundo e maravilhoso", diz a autora. Toni Morrison é a escritora homenageada nas Dicas de Leitura especial de agosto.
"Tu és a tua melhor coisa."
"Se existe um livro que gostarias de ler, mas que ainda não foi escrito, então tens que o escrever."
"Para descobrir a verdade sobre como os sonhos morrem, nunca devemos tomar a palavra do sonhador."
"Libertares-te é uma coisa, reinvindicar a posse desse ser livre é outra."
 Dicas de leitura - Toni Morrison

Amada - (Beloved)
*

Sethe é uma ex-escrava que, após fugir da fazenda em que era mantida cativa com os filhos, foi refugiar-se na casa da sogra em Cincinatti. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história. A relação familiar, bem como os traumas do passado escravizado, transformarão a vida e o futuro de ambas de forma irreversível. Amada segue uma estrutura não linear, viaja do presente ao passado, alterna pontos de vista e sonda cada uma das facetas desta história sombria e complexa. Baseado numa história real, Amada é ambientado em 1873, época em que os Estados Unidos começavam a lidar com as feridas da escravidão recém-abolida. Amada ganhou o Pulitzer de 1988 e em 2006 foi eleita pelo New York Times a obra de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos. Em 1998 recebeu uma adaptação cinematográfica – Bem-amada – com Oprah Winfrey no papel principal.

Amor - (Love)

Bill Cosey era um homem de personalidade forte, dono de um hotel onde, nas décadas de 40 e 50, apresentavam-se os principais músicos de jazz, atraindo clientes ricos e poderosos da comunidade negra norte-americana. Viúvo, com ele moravam a nora, May, e a neta, Christine (o filho morrera de pneumonia), que ficam chocadas quando ele resolve se casar de novo, com Heed, uma das jovens amigas de Christine. Quantos tipos de amor existem? Toni Morrison não tenta responder essa pergunta impossível. Trinta anos depois do acontecido, o romance vai desenrolando as relações, sempre conturbadas, de seis mulheres com aquele mesmo homem, tendo como pano de fundo a dolorosa história da América negra.

A Canção de Solomon - (Song of Solomon)

Uma história de amores frustrados e amargos ódios, de segredos e vinganças, de lealdades e traições. Um universo onde os fantasmas existem, onde uma mulher jovem morre de amor e um homem adulto se acha capaz de voar. Ao enfocar o mundo real e mágico dos personagens, quatro gerações de uma família negra nos Estados Unidos, a autor constrói um dos mais belos romances já escritos sobre o tema.

Compaixão - (Mercy)

Compaixão é a história de Florens, que a própria mãe entrega como pagamento da dívida de seu senhor, na esperança de que possa ter uma vida melhor numa fazenda remota, ao lado de três outras mulheres — Rebekka, a senhora branca; Lina, uma escrava indígena; e Sorrow, outra escrava negra — e do tolerante senhor anglo-holandês Jacob Vaark. Em meio às asperezas da vida rural desse período, ameaçada pela varíola, numa terra sem lei, dividida entre o puritanismo religioso das seitas protestantes dos brancos e a tolerância e liberdade do indígena e do negro, Florens descobre o amor e o sexo. Luta com a natureza do nordeste da América do Norte e com sua própria natureza, ambas bravias, uma fria, a outra ardente. Sempre em busca de um amor perdido: o de sua mãe e o de sua pátria.

Jazz - (Jazz)*

Em 1926, o Harlem, bairro negro de Nova York, é povoado sobretudo por gente que veio do campo em busca das promessas da cidade cintilante. O cinquentão Joe Trace, vendedor itinerante de produtos de beleza, mata com um tiro sua amante adolescente. No funeral, a cabeleireira Violet, mulher de Joe, ataca o corpo da rival com uma faca. Uma tragédia pessoal que é um prenúncio dos tempos duros que virão na década seguinte. Uma apaixonada história de amor e obsessão que avança e recua no tempo, reunindo emoções, esperanças, temores e as duras realidades da vida negra nas cidades dos Estados Unidos da primeira metade do século XX.

O olho mais azul - (The Bluest Eye)

Filha de pais pobres e negros, Pecola Breedlove encontra rejeição em todos os ambientes que frequenta. Em 1940, época na qual o padrão de beleza é o oposto daquele que a menina ostenta, ela sonha, em um desejo de redenção social, ter olhos azuis como os da atriz-mirim Shirley Temple. Narrado por Claudia MacTeer, da mesma idade da protagonista, o livro conta a vida dos personagens a partir da trajetória de Pecola, que acaba sucumbindo às consequências da opressão racial.

O que me diz, Louise? - (Please Louise)

Toni Morrison e Slade Morrison ; ilustrações Shadra Strickland ; tradução José Rubens Siqueira
Literatura infantojuvenil
O dia é cinzento, o tempo está fechado, mas mesmo assim Louise se enche de coragem. Veste a capa de chuva amarela, abre o guarda-chuva e sai arrastando seu carrinho de mão pelas ruas. Quando a chuva desaba de vez e a escuridão do céu faz o medo crescer, Louise chega ao seu destino, o refúgio onde nunca se sente só nem desamparada: a biblioteca.

Paraíso - (Paradise)
*

O romance se passa em Ruby, uma cidadezinha de 360 habitantes encravada no Oeste americano. Não pise ali se você não tiver o sangue cem por cento negro e se não for temente a Deus. Não ouse cometer adultério, nem deitar-se com mulheres impuras, de pele mais clara que a sua. Acima de tudo, não se aproxime do convento, antro de perdição que acolhe mulheres como Gigi, uma sem-destino meio bandida cansada de viver nas ruas, ou Pallas, dezesseis anos de pura insensatez, medo e vergonha. É preciso destruí-las: por causa delas há crianças nascendo defeituosas em Ruby. Paraíso é um corajoso apelo à liberdade em que a elegância do estilo colore os matizes do ódio e da intolerância.

Pérola Negra  - (Tar baby)

Romance que descreve um caso de amor entre Jadine e Son, dois negros americanos que vivem em mundos muito diferentes. Jadine é uma linda modelo graduada em Sorbonne, custeada pela família Streets, brancos que empregam a tia e o tio de Jadine como empregados domésticos. Son é um home determinado que vive na propriedade dos Streets numa ilha do Caribe. Quando os dois se conhecem na ilha, passam a perceber as diferenças da vida e os relacionamentos de cada um. Viajam de volta pra os Estados Unidos em busca de um lugar onde ambos possam se sentir em casa, porém percebem que não é possível; a luta de Jadine e Son revela a dor, a luta e a concessões necessárias que os negros norte-americanos sofriam na busca pelo amor e pela vida íntegra nos Estados Unidos.


Quem leva a melhor? : novas fábulas de Esopo - (Who's Got Game?: The Ant or the Grasshopper? The Lion or the Mouse? Poppy or the Snake?

Autoria: Toni Morrison, Slade Morrison e Pascal Lemaítre (il.). Histórias em quadrinhos para crianças.
O grande Alfafa e seu chapa Geleia estavam brincando no parque. Passavam o dia trocando ideias, e à noite iam para o ataque. Até que um dia o precavido Alfafa resolve retomar o trabalho afim de se aprontar para o inverno. Geleia, que preferiu continuar "fazendo um som", procura o amigo quando o frio aperta. E é sobre o valor do trabalho e da arte que os dois discutem. Se Geleia alimentou a alma de Alfafa com sua música, por que o amigo se recusava a retribuir? É também a amizade que reúne o rato e o leão da outra fábula que compõe este livro. Quando um dia o rei da floresta se machuca, praticamente ninguém tem coragem de socorrê-lo - apenas o pequeno e indefeso rato se candidata à tarefa, mas pede em troca sua lealdade eterna. O roedor passa a se sentir a maior das feras e resolve tomar o lugar do leão, que, expulso de casa, se pergunta: "Será que a pessoa que quer ser tirana não está só com medo de ser ela mesma?". Em "O Vovô ou a Cobra?", é a esperteza quem leva a melhor, conforme aprende Nate a partir da história que escuta de seu avô. Depois de atropelar uma cobra, o gentil senhor aceita levá-la para casa. A cobra jura que em troca de bom tratamento nunca irá picá-lo. Mas Vovô não se esquece de que ela é, afinal de contas, uma víbora.

Voltar para casa -  (Home)

Quando Frank Money volta da Guerra da Coreia com mais cicatrizes do que as visíveis no corpo encontra um mundo racista e desfigurado. Durante os anos de sua ausência, sua irmã Ycidra sobreviveu como pôde a uma sociedade machista e opressiva, em que as mulheres são sistematicamente abandonadas pelos maridos e muitas vezes mutiladas sem piedade. Ao se reencontrarem na pequena cidade de Geórgia onde nasceram, os irmãos revisitam memórias da infância, e Frank retoma sua experiência traumática no campo de batalha para redescobrir a força e a coragem que já não acreditava ter. Um romance estarrecedor sobre a forte ligação entre irmãos, a ressignificação de um passado violento e a volta para casa.

* Amada, Jazz e Paraiso são a obras que compõem a trilogia sobre amor e história afro-americana, também conhecida como a trilogia Amada (Beloved Trilogy)

Livros com informações biográficas de Toni Morrison

Toni Morrison: great American writer
- Lisa R. Rhodes e Toni Morrison (A book report biography).
Extraordinary American writers - John Tessitore

Mais informações sobre Toni Morrison consulte a Wikipedia.

toni Morrison - colagem de objetos das capas dos livros

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Atenção: o link do título é elaborado por um ISBN para facilitar o direcionamento para o catálogo online. Pesquise também pelo autor, título ou assunto para localizar outras edições e as bibliotecas onde estão disponíveis.
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Veja aqui outras Dicas de Leitura.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Dicas de Leitura - escritoras africanas

As Dicas de Leitura de abril de 2018 apresentam escritoras da Nigéria, Zimbábue, Camarões, Moçambique, África do Sul e Egito.


Buscando por literatura africana no catálogo online, selecionamos autoras que não necessariamente possuem uma grande quantidade de obras, mas que são reconhecidas mundialmente por seus trabalhos. Aproveites as dicas e boa leitura!
Chimamanda Ngozi Adichie - escritora nascida na Nigéria em 1977, deixou o país aos dezenove anos e se mudou para os Estados Unido onde estudou na Universidade Drexel, na Filadélfia, e posteriormente na Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale. Seu primeiro romance, Hibisco roxo, foi publicado em 2003. O segundo romance, Meio sol amarelo, ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.

Obras disponíveis nas bibliotecas:
Americanah, Hibisco roxo, Meio sol amarelo, Para educar crianças feministas,  Sejamos todos feministas. 
  
J. Nozipo Maraire - médica, empresária e escritora nascida em 1964 no Zimbábue, é neurocirurgiã em tempo integral e iniciou programas de neurocirurgia em várias instituições em Delaware, Ohio e Oregon. É a autora de “Zenzele: uma carta para minha filha”, romance publicado em 1996 considerado como "Livro Notável do Ano" pelo New York Times e é um bestseller do Boston Globe. O livro se trata de uma carta de uma mãe zimbabuense à sua filha, Zenzele, uma estudante de Harvard. Na carta, conta a história de sua vida, refletindo as revoltas de seu país e de seu continente nos últimos 30 anos, transmitindo a herança e sabedoria de seu povo.
Obra disponível nas bibliotecas: Zenzele

Léonora Miano - nascida em Camarões em 1973, escreveu suas primeiras poesias aos oito anos de idade. Em 1991, mudou-se para a França, onde reside desde então. Sua obra traz como temas a consciência negra e a diáspora africana. Em 2013, tornou-se a primeira autora de origem africana a vencer o Prêmio Femina.

Obra disponível na biblioteca: Contornos do dia que vem vindo

Lina Magaia - escritora, jornalista e política moçambicana nascida em 1945, fez parte do Núcleo dos Estudantes Secundários Africanos. Ganhou uma bolsa para estudar economia em Portugal, em 1974, mas ao saber da morte do seu irmão, retornou para a África, juntando-se à Frente de Libertação de Moçambique, onde ajudou a organizar o Destacamento Feminino na luta pela independência. Após a independência de Moçambique, elegeu-se deputada e lutou pelo desenvolvimento da agricultura e pelos direitos humanos. Ao mesmo tempo, escreveu livros que retratam sua experiência na Guerra Civil Moçambicana. Foi colunista do jornal Notícias e da revista Tempo. Morreu aos sessenta e seis anos, depois de sofrer um acidente vascular cerebral.

Obra disponível na biblioteca: Dumba Nengue: histórias trágicas do banditismo 

Nadine Gordimer - escritora sul-africana, autora de mais de trinta livros, na sua maioria crônicas sobre a deterioração social que afetou a África do Sul durante o regime do apartheid. Dedicou-se a dramatizar as difíceis escolhas morais surgidas numa sociedade marcada pela segregação racial. Recebeu o Nobel de Literatura de 1991 e, mais recentemente, a Legião da Honra, na França.
O amante da natureza, A arma da casa,  Beethoven era 1/16 negro e outros contos,  Contando histórias,  De volta à vida, O engate, O falecido mundo burguês, A filha de Burger, A gente de July, A história do meu filho, O melhor tempo é o presente, Numa segunda-feira de certeza, O pessoal de July, Tempos de reflexão,  Um capricho da natureza,  Um mundo de estranhos, Uma mulher sem igual.

Nawal El Saadawi - nascida em 1931 no Egito, é escritora, ativista, médica e psiquiatra feminista. Escreveu muitos livros sobre as mulheres no Islã, prestando especial atenção à prática da mutilação genital feminina em sua sociedade. Foi descrita como "a Simone de Beauvoir do mundo árabe".

Obra disponível na biblioteca: A face oculta de Eva



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