quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Programação Cultural Online no Aniversário de São Paulo

 No dia do aniversário de 467 anos da cidade de São Paulo teremos festa com Contação de Histórias, Sarau, Música e Teatro pra assistir em casa

ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Leituriques Saopaulitis Pequititis

LEITURIQUES SAOPAULITIS PEQUETITIS
O casulo viajante
Língua de criança é língua brincada. Fala o gato, fala o rato, fala a pedra e fala a flor. Língua do P, adivinhas e até trava-língua. Rimas,versos, parlendas e palavras inventudas (ou inventadas). Os livros e histórias ajudam a compor esses brinquedos de palavras que fazem parte da cultura da infância e são regados com muita imaginação. Já adivinhou o que significa LEITURIQUES SAOPAULITIS PEQUETITIS? - Isso mesmo, Literatura infantil paulistana.
Para comemorar o aniversário da cidade, contaremos histórias inspiradas em livros de três escritoras da terrinha, que são referência nacional de literatura infanto-juvenil e adoram brincar com as palavras. Veja só que “lista fabulosa”: Ruth Rocha e Tatiana Belinky. Classificação indicativa: A partir de 3 anos. Duração: 40 min. 
Acessibilidade: Tradução em Libras
Formato da apresentação: Gravado
Página/perfil onde será feita: Facebook da Biblioteca Mário Schenberg 
Dia 25 de janeiro às 14h - Biblioteca Mário Schenberg

 No trem da Cantareira

No Trem da Cantareira
Giuseppina Burigo e Wellington Silva
NO TREM DA CANTAREIRA é um espetáculo de narração oral que surgiu a partir da pesquisa de histórias reais que tivessem a linha do trem como ponto em comum. Contos da vida real pelo caminho do trem da Cantareira, especialmente relacionados aos bairros Mandaqui e Chora Menino. Classificação indicativa: A partir de 5 anos. Duração: 40 min.
Formato da apresentação: Ao vivo
Página/perfil onde será feita: Facebook transmitido pelo perfil da artista @giuseppinanarradoradehistorias 
Dia 25 de janeiro às 16h - Facebook da Biblioteca Pedro Nava

LITERATURA

Sarau Poético Palavras de Afeto a São Paulo

Sarau Poético Palavras de Afeto a São Paulo
Deusa do Afeto Produções Férteis
Trata-se de um encontro de artistas das palavras literárias, musicais e corporais nas vozes potentes de artistas periféricos/as que escrevem suas histórias na cidade cinza, contrariando a música do cantor Criolo enxergando que “Existe amor em SP”. Em comemoração aos 467 anos, o Sarau Poético Palavras de Afeto a São Paulo é uma declaração de amor aos territórios que são afetados pela poesia da cidade que não dorme. Encerramos com um pocket show da cantora Nayra Lays.Classificação indicativa: a partir de 5 anos. Duração : 60 min.
Formato da apresentação: Ao Vivo
Página/perfil onde será feita: Facebook da Biblioteca Professor Arnaldo Giácomo 
Dia 25 de janeiro às 15h - Biblioteca Professor Arnaldo Magalhães Giácomo

MÚSICA

Regional do seu Fagundes

Regional do Seu Fagundes
O grupo Regional do Seu Fagundes é um grupo de choro paulista formado por músicos que moram e cresceram oriundos de diversos bairros da periferia de São Paulo, mas que se reúnem na região do centro para tocar. Com essa ligação com o choro e a cidade de São Paulo, surge a proposta da transmissão de uma apresentação musical com o repertório tradicional do choro, intercalada com inserções de falas, relatos, conteúdo informativo sobre a história do choro na cidade de São Paulo, nossa história enquanto um grupo que atua em São Paulo, histórias de grandes músicos que vivem e viveram em São Paulo e são importantes para o cenário do choro na cidade. Classificação indicativa: A partir de 5 anos. Duração: 60 min.
Formato da apresentação: Gravado
Página/perfil onde será feita: Facebook da Biblioteca Cassiano Ricardo
Dia 25 de janeiro às 18h - Biblioteca Cassiano Ricardo

Luana Bayô canta Batuques e Folias Paulistas

Luana Bayô canta Batuques e Folias Paulistas
Em comemoração ao aniversário dos 467 anos da Cidade de São Paulo, a cantora e compositora Luana Bayô, traz aos palcos, avenidas e salões, um show que mostra a multiplicidade e diversidade sonora dos batuques e sambas paulistas. O público entra em contato com um repertório que passa pelos afoxés, sambas de roda, samba de bumbo, jongos, até as marchinhas e samba-enredos de grandes escolas da cidade de São Paulo.
Um show inesquecível que mostra que a terra da garoa também pode ser um grande caldeirão onde fervilha uma multiplicidade sonora do samba. Classificação indicativa: a partir de 7 anos. Duração: 60 min.
Formato da apresentação: Ao Vivo
Página/perfil onde será feita: Youtube transmitido pelo perfil da artista @LuanaBayô 
Dia 25 de janeiro às 19h - Facebook da Biblioteca Marcos Rey

TEATRO

De Portas Fechadas

DE PORTAS FECHADAS
“Cômodos suspensos aglutinados dentro de uma casca de concreto constituem um prédio ou são, na verdade, múltiplos universos?” A peste chegou à cidade. Um edifício visto ao longe... zoom... começam a aparecer, dentro das janelas, pequenos universos.A visão do público se dá pela perspectiva de quem espia por uma janela e adentra a intimidade essencial das figuras que ali habitam.
As histórias todas se passam dentro de um único edifício secular localizado no coração de São Paulo. O espetáculo aniversaria e renuncia às plurais narrativas esquecidas de uma megalópole de 467 anos por meio de uma personagem central, envelhecida, cumprida e vertical, o "Residencial Edifício".
Classificação indicativa: A partir de 5 anos. Duração: 35 min.
Formato da apresentação: Gravado
Página/perfil onde será feita: Youtube transmitido pelo perfil do grupo @AbsurdaConfraria 
Dia 25 de janeiro às 16h - Facebook da Biblioteca Álvares de Azevedo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Dicas de Leitura - Natal 2020

 "E será Natal para sempre." Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta Carlos Drummond de Andrade se transformassem em realidade.

Livros das Dicas de Natal 2020

Organiza o Natal

"A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.
Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade."

Texto extraído do livro Cadeira de Balanço - Carlos Drummond de Andrade, p. 52.

O natal de Manuel - Ana Maria Machado, Cecilia Esteves
Uma história sobre a curiosidade de um menino,chamado André, que quer saber o que significa Natal. De pergunta em pergunta, para os pais, para a irmã, para a avó, para os tios, para a cozinheira, para os amigos, em sua cabeça nada se esclarece, fica só cada vez mais confuso. Antes de dormir, André ficou deitado, pensando naquilo tudo. A cabecinha dele se lembrava de todas aquelas coisas: Natal é o nascimento de Jesus. É um tempo ótimo para ganhar dinheiro. É dia de ficar em casa sem trabalhar. É uma trabalheira. (...) É dia de menino bonzinho ganhar presente.

O peru de Natal e outros contos - Mário de Andrade, Francisco Vilachã
Mário de Andrade é um ícone da literatura nacional, apontado como um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos. Por isso, conhecer um pouco de sua obra é fundamental a qualquer leitor. Nesta adaptação cuidadosamente feita em HQ, a essência da linguagem e dos enredos de quatro de seus contos foram preservadas e adaptadas com rigor e fidelidade. A seleção inclui o conto “Peru de Natal”, “Vestida de preto” (ambos extraídos de Contos novos), “Será o Benedito!” (publicado em um jornal da época) e “Caim, Caim e o resto” (extraído do livro Os contos de Belazarte). Seguindo a proposta dessa coleção, este livro traz ainda excertos e pequenos textos dos mais variados gêneros produzidos pelo autor, brindando os leitores com uma apanhado sucinto da obra de Mário, tão grandiosa e moderna, e que merece ser conhecida em sua totalidade..
ISBN : 9788510066068

Esquecer o natal - John Grisham
Esta é a história do casal a hi Nora e Luther Krunk, que planejam fazer um cruzeiro pelo Caribe para fugir do Natal. Escândalo e pasmo gerais, pois moram num bairro chique, onde todo mundo festeja o Natal com todo o brilho que tem a maior festa cristã. Só que, na véspera do embarque, sua filha volta do Peru, impossibilitando o cruzeiro. Em poucas horas, os Krunk são obrigados a improvisar uma festa que exigiria semanas e até meses de preparo. O atropelo é tão grande que o desastrado Luther sobe ao telhado para colocar um homem de neve - feito de plástico - junto à chaminé e acaba caindo lá de cima, sendo salvo por um fio elétrico enrolado ao seu pé. É aí que os vizinhos, que antes zombavam dos Krunk e suas trapalhadas, entram com a amizade e a solidariedade.
ISBN : 8532513972

Deixe a neve cairJohn Green , Maureen Johnson e Lauren Myracle
Na noite de Natal, uma tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para encontros românticos. Em 'Deixe a Neve Cair', a parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a armadilhas do destino e beijos de tirar o fôlego. E provam que o amor verdadeiro pode acontecer quando e onde menos se espera.. Website Livraria Cultura
ISBN : 9788579801754

O Natal de Poirot : um caso de Hercule Poirot Agatha Christie
Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho.
Poirot é um ícone. O detetive embarca então em um mistério em plena reunião natalina de uma família. Assassinato, mistério, um quebra-cabeça em clima de natal.
ISBN : 9788520923603

Como o Grinch roubou o NatalDr. Seuss
Este é o livro que deu origem ao filme com Jim Carrey. É a história do Grinch, uma criatura verde que tem o coração duas vezes menor que o das pessoas. Ele odeia o Natal da Quem-Lândia, e resolve pôr um fim na festa. Para sua surpresa, entretanto, seus planos não dão certo - o Natal acontece assim mesmo - e Grinch acaba descobrindo o verdadeiro significado dessa festa.
ISBN: 9788574068107

O Expresso PolarChris Van Allsburg
Na véspera de Natal, um menino ouve um barulho que vem do lado de fora de casa. Quando ele olha pela janela, descobre que há um enorme trem parado logo em frente: é o Expresso Polar, que irá conduzi-lo numa viagem de sonho e fantasia rumo ao Pólo Norte, residência oficial do Papai Noel. O livro é um lindo conto natalino que rendeu um filme.
ISBN : 8520916902

Dom de NatalNora Roberts
Este livro apresenta duas histórias de natal - 'De volta, no Natal' - Após 10 anos longe de sua cidade, o jornalista Jason Law retorna para New Hampshire sob a égide do filho pródigo. Ele agora pensa somente em uma coisa - reencontrar Faith Kirkpatrick, seu primeiro amor, e sua primeira decepção. Mas talvez ela não tenha mais tempo para Jason. A não ser que, inspirada pelo espírito natalino, crie coragem para tornar realidade seu desejo. 'Nosso pedido de Natal' - Os gêmeos idênticos Zeke e Zach tinham somente um pedido para Papai Noel - uma nova mãe. Ao conhecerem a srta. Dayse, a nova professora de música, mal podiam acreditar em tamanha sorte. Por outro lado, convencer o pai deles, Mac Taylor, poderia ser muito mais difícil do que imaginavam. Será que Zeke e Zach ganharam o presente que tanto queriam?
ISBN : 9788576879350

Natal Brasileiro: seis cânticos de natal

 

 

Natal Brasileiro: seis cânticos de natal (homenagem a São Paulo em seu 4. centenário)
Música: Clorinda Rosato; Letra: Myrtha Guarany Rosato. Partitura de canto e piano. Arquivo em pdf disponível na Biblioteca Digital da UNESP em:
https://bibdig.biblioteca.unesp.br/bitstream/handle/10/7972/natal-brasileiro.pdf?sequence=5&isAllowed=y
 

 

Consulte o Catálogo Online para saber em quais bibliotecas estão disponíveis estes e outros livros.
Atenção: o link do título é elaborado por um ISBN para facilitar o direcionamento para o catálogo online. Pesquise também pelo autor, título ou assunto para localizar outras edições e as bibliotecas.

Consulte a lista das bibliotecas pelas regiões de São Paulo para localizar a mais perto de você.

Veja aqui as Dicas de Leitura - Natal e Natal, época mágica do ano, e outras Dicas de Leitura de temas variados.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Dicas de leitura - Vacinas (parte 1)

As Dicas de Leitura de novembro trazem livros do acervo SMB com a temática vacinas, assunto tão importante neste momento que vivemos a pandemia de Covid-19. Em sua maioria relatam sobre a história e seus personagens ilustres no combate às doenças e estudos de imunização. No fim do texto há links que levam à informações sobre prevenção de doenças, imunizações, programas, calendário, campanhas, controle e locais de vacinação da Prefeitura de São Paulo.

Capas dos livros das dSMB

As Barricadas da saúde: vacina e protesto popular no Rio de Janeiro da Primeira república - Leonardo Affonso de Miranda Pereira
Imagine o leitor uma cidade assolada por doenças contagiosas e letais; uma população assombrada por um mal, chamado varíola, que criava bolhas no corpo infectado por um vírus, causando febre e dor. Mas eis uma descoberta científica: doença animal cura seres humanos! Micróbios extraídos de animais infectados por doença similar à varíola dão origem a uma vacina. Era preciso apenas inventar uma medida para aplicá-la no corpo dos moradores da cidade. Obrigar toda a população a se vacinar, ou melhor, a ser vacinada, foi o que um decreto pretendeu. Afinal, quem se oporia a se submeter a uma medida que visava combater mal tão generalizado? Mas generalizada também foi a reação contra o decreto. Revoltosos enfrentaram a polícia com paus, pedras e tiros, atacaram lampiões e bondes, ergueram barricadas, dezenas deles morreram, foram feridos e presos. Esses fatos não ocorreram em uma fábula aterrorizante, mas na cidade do Rio de Janeiro, em dias de novembro de 1904. Narrados e interpretados em profundidade por Leonardo Pereira, este livro desvenda os sentidos de uma revolta contra 'princípios elementares da caridade e da humanidade', conforme anunciavam os arautos da ciência. É sob o rigoroso escrutínio que Leonardo submete (e subverte) análises sobre a revolta da vacina, oferecidas desde o seu nascedouro até mais elaboradas interpretações de historiadores.

Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi - José Murilo de Carvalho
1888: Abolição do trabalho escravo. 1889: Proclamação da República. Neste livro, José Murilo de Carvalho convida-nos a revisitar o Rio de Janeiro em suas primeiras encenações como Capital Federal. Cidade Maravilhosa, se acrescentarmos ao belo, o terrível; ao cômico, o trágico; à lógica, a loucura. Cidade mais que imperfeita, palco de políticas oficiais e invisíveis, de enredos conhecidos e mistérios insolúveis. História social e literária, antropologia urbana, crítica cultural, análise política: o autor atravessa com brilho todos esses campos para reconstruir de forma originalíssima os impasses de uma República nascente, que teimam em perturbar ainda o sono das elites brasileiras.
Os Bestializados de ontem e de hoje são a face oculta de nosso modernismo: a cidade permaneceu alheia e atônita, buscando perdidamente seus cidadãos. (Capítulo 4 “Cidadãos ativos: a revolta da vacina”).

Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte imperial - Sidney Chalhoub
No fim do século passado, os cortiços do Rio de Janeiro eram a preocupação número um dos higienistas. Um estudo sobre as políticas de saúde pública da época e sobre as concepções populares de doença e cura. Tomando como ponto de partida a cidade do Rio de Janeiro e a demolição de seus cortiços, passando pelas polêmicas entre infeccionistas e contagionistas em torno da transmissão da febre amarela e pela resistência das comunidades negras à vacina antivariólica, Sidney Chalhoub escreveu uma "história na encruzilhada de muitas histórias”. De forma apaixonante e extremamente bem-humorada, Cidade febril reinterpreta esses e outros conflitos à luz da história social. O resultado é uma obra riquíssima, que mapeia a formação das políticas de saúde pública no Brasil, as quais, longe de se limitarem ao século XIX, até hoje influem em nosso cotidiano com força assustadora. - Prêmio Jabuti 1977 de Melhor Ensaio.

Imunidade: germes, vacinas e outros medos - Eula Biss
Eula Biss quase morreu no parto do seu primeiro filho. Confrontada com a fragilidade da vida, ela tornou-se obcecada com assuntos relacionados à saúde, em especial aqueles envolvendo o recém-nascido. Imunidade é o resultado dessa pesquisa, um livro pessoal e esclarecedor. Mistura de ensaio pessoal, história cultural e investigação científica, o livro – ao estilo de Susan Sontag e Andrew Solomon – une entretenimento, esclarecimento e qualidade literária.

O lado desconhecido das vacinas - Rui Nogueira
Com uma perspectiva voltada a assistência de comunidades carentes ao longo de sua carreira, o clínico traz para o leitor - profissional da saúde ou leigo - pareceres coletados durante todo o seu estudo e experiência acerca da forma como a vacina é utilizada e como, sob seu ponto de vista, e tratada pela indústria farmacêutica e pelo governo brasileiro. Por meio da comparação do calendário nacional de vacinação e de algumas bulas, o autor questiona o uso excessivo de vacinas em determinados casos, assim como seus respectivos efeitos colaterais e o lucro obtido com as vendas desse modo de imunização. E assim, O Lado Desconhecido das Vacinas convida os leitores a uma reflexão sobre um universo mais amplo em relação às vacinas e não apenas aquele divulgado na mídia.

Louis Pasteur: suas experiências com micróbios produziram a maior revolução na medicina, em todos os tempos - Beverley Birch
As experiências de Louis Pasteur com micróbios produziram a maior revolução na medicina, em todos os tempos. Na metade do século 19, um jovem cientista francês chamado Louis Pasteur iniciou uma investigação que literalmente mudaria a história da medicina. Antes de Pasteur, centenas de milhares de pessoas morriam sem sequer saber por quê, famílias inteiras desapareciam com as epidemias de cólera, tifo e peste bubônica. Mortes por tuberculose, pneumonia, difteria e sífilis eram comuns. Mães morriam de parto e era também normal uma família enfrentar a tragédia de perder dois ou três filhos antes de atingirem cinco anos. Os médicos não tinham ideia das causas desses males nem podiam fazer qualquer coisa para curá-los ou preveni-los. Pasteur encontro a resposta e demonstrou o imenso papel que os micróbios desempenham em nossas vidas, para o bem e para o mal. Provando sua teoria das doenças provocadas por germes, ele revolucionou a prática da medicina. Graças a Pasteur e as técnicas de vacinação e pasteurização que ele nos legou, as mortes decorrentes de muitas enfermidades causadas por micróbios são coisa do passado. Livro da coleção Personagens que mudaram o mundo: Os grandes cientistas.

Oswaldo Cruz & Carlos Chagas: o nascimento da ciência no Brasil - Moacyr Scliar
Traçando o quadro histórico no qual esses dois cientistas brasileiros atuaram, Moacyr Scliar desvenda os paralelos de suas carreiras. Tanto Cruz como Chagas tentaram fazer carreira como médicos de consultório, sem muito sucesso. Ambos foram convidados a trabalhar na saúde pública, a princípio para desvendar as causas de epidemias: a peste bubônica, no caso de Cruz, a malária, no caso de Chagas. Ambos uniam talento a uma dedicação férrea, essencial para o sucesso em Ciência. Ambos enfrentaram preconceitos de colegas e até da população que tentavam salvar. Ambos foram reconhecidos pela comunidade científica internacional numa época em que a Ciência brasileira era incipiente. (Imortais da ciência).

Revolta da Vacina - José Carlos Sebe Bom Meihy e Claudio Bertolli Filho
Em 1904, a população carioca reagiu duramente à campanha de vacinação contra a varíola, liderada pelo médico Oswaldo Cruz. A ideia era boa, mas foi executada de forma autoritária. Uma lição histórica. Temas: O Rio de Janeiro no início do século XX: as condições sanitárias e a reforma urbana de Pereira Passos; A campanha de saneamento de Oswaldo Cruz; A revolta popular e a repressão policial.

A revolta da vacina: mentes insanas em corpos rebeldes - Nicolau Sevcenko
Imagine as ruas centrais e alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro, então distrito federal, tomados por barricadas e trincheiras, a iluminação pública destruída, uma fúria dirigida a delegacias, repartições públicas e inclusive ao comércio, em busca de armas, querosene e dinamite. Imagine carros tombados, armadilhas e tocaias em becos e casas abandonadas, e a ação policial sem conseguir reprimir a revolta. O governo precisa recorrer, então, às tropas do Exército e da Marinha, aos bombeiros e, por fim, à Guarda Nacional. Neste livro, Nicolau Sevcenko elucida os principais fatores que levaram à Revolta da Vacina, durante a campanha de vacinação contra a varíola ocorrida em 1904, o "último motim urbano clássico do Rio de Janeiro".

O Rio em movimento: quadros médicos e(m) história, 1890-1920 -Myriam Bahia Lopes
Fruto de ampla pesquisa historiográfica, o livro oferece uma (re)leitura sobre a Revolta da Vacina em um Rio de Janeiro ainda com características próprias dos primórdios republicanos. A autora trabalha com os diversos elementos que se aglutinaram para compor esse quadro da nossa história. A forma inovadora da escrita, narrativas entrecruzadas, ilustrada pelas representações plásticas da época, confirma a recusa a dar respostas acabadas a indagações, desvendando facetas inesperadas que fortificam qualquer explicação conclusiva a que se queira chegar. Resulta desse conjunto uma vívida descrição do que foi o movimento dos revoltosos pelas ruas do Rio naqueles dias. Livro que, além de abrir novas perspectivas para os estudos sobre as questões urbanas, tem o mérito de atualizar o diálogo sobre o assunto.

Saúde Pública: histórias, políticas e revolta - Moacyr Scliar, Marco A. Pamplona, Maria Helena Soares de Souza e Miguel Angelo Thompson Rios
Conjunto de livros de ensaios que apresentam memórias, arte e vida social, na forma de textos livres, autônomos entre si, mas associados a uma temática comum. Contém seis ensaios, de quatro autores, além de uma seção chamada Documentos, que traz artigos, leis, projetos e associações ligados à questão da saúde e endereços de sites relacionados ao tema. Os ensaios tratam de assuntos variados, todos ligados às políticas de saúde no Brasil. Há três ensaios de Moacyr Scliar: “O cólera nos tempos do sultão”, “Pequena história da epidemiologia”, e “Políticas de saúde pública no Brasil: uma visão histórica”; e ainda os ensaios de Marco Pamplona “A revolta era da vacina?”, Miguel Ângelo escreve sobre as “Principais doenças endêmicas do Brasil: aspectos epidemiológicos” e Maria Helena “como são quantificadas as ocorrências epidemiológicas”

Consulte o nosso catálogo online para saber em quais bibliotecas estes títulos estão disponíveis. Pesquise também por grandes personalidades na área de microbiologia, saúde pública e vacinais como Louis Pasteur, Robert Koch, Adolpho Lutz, Vital Brazil, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Albert Sabin.

Veja a lista das bibliotecas pelas regiões de São Paulo.

Leia também:
Dicas de Leitura Vacinas (parte 2)

Dicas de Leitura - Pandemias
Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou o surto de COVID-19 (coronavirus) como uma pandemia, ou seja uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população de uma grande região geográfica como um continente ou mesmo o Planeta Terra. Vivendo nesta nova realidade, enfatizamos a importância da prevenção de doenças, seja com hábitos de higiene, vacinas e outras políticas públicas de saúde, sanitária e também pelas experiências passadas. Procuramos trazer para as Dicas de Leitura de março livros conhecidos pelo tema ou pelas épocas de sérias epidemias. De obras clássicas a publicações recentes, fatos reais e fictícios, os autores apresentam suas visões para que os leitores interpretem e absorvam suas histórias.

INFORMAÇÕES SOBRE VACINAÇÃO

Leia aqui as informações sobre prevenção de doenças, imunizações, programas, calendário, campanhas, controle e locais de vacinação na prefeitura de São Paulo.

Fique atento: calendário de vacinas

Crianças até seis anos de idade
Crianças maiores de 7 anos e adolescentes
Adultos entre 20 e 59 anos
Pessoas com 60 anos e mais
Gestante e puérpera

Observação: Devido a paralização de publicações no portal da prefeitura durante o periodo de eleições municipais, as Dicas de Leitura de novembro foram publicadas somente em dezembro de 2020.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Dicas de Leitura - Quino

 As Dicas de Leitura de outubro homenageiam o quadrinista Quino - Joaquín Salvador Lavado Tejón que faleceu dia 30 de setembro de 2020.

Cartunista Quino , capa de três de seus livros e estátua da Mafalda num banco

Quino — Joaquín Salvador Lavado — filho de imigrantes espanhóis da Andaluzia, nasceu em Mendoza, Argentina no dia 17 de julho, embora nos registros oficiais conste 17 de agosto. Já ao nascer foi chamado de Quino, para distingui-lo de seu tio Joaquín Tejón, pintor e desenhista de publicidade, com quem descobriu sua vocação aos três anos. Em 1945, após a morte de sua mãe, ele termina a escola primária e se inscreve na Escola de Belas Artes de Mendoza. Cansado de desenhar ânforas e jarras, abandona a escola e decide ser desenhista de historietas e humor. A década de 60 foi decisiva para a sua carreira: em 1962 faz sua primeira exposição em uma livraria de Buenos Aires, no ano seguinte é publicado seu primeiro álbum de humor, Mundo Quino, uma compilação dos desenhos de humor gráfico sem texto, com prólogo de Miguel Brascó. É também nesta década que surge Mafalda, que foi publicada em diversos jornais: Primera Plana, El Mundo e Siete Dias. Neste período também foram publicados cinco volumes dos livros de Mafalda. Em 1977, a pedido da ONU, ele volta a ilustrar Mafalda e os personagens de sua tira para a edição internacional da campanha mundial da Declaração dos Direitos da Criança. No ano seguinte, recebe o Troféu Palma de Ouro pelo Salão Internacional do Humorismo de Bridigher. Ao longo de sua carreira, ele também ganhou os prêmios Bienal Ibero-Americana de Humor Gráfico e José Hernández por sua contribuição à cultura, além de ter sido declarado Cidadão Ilustre de Buenos Aires. Morreu em 30 de setembro de 2020, aos 88 anos, em Mendoza, Argentina.

“Não seria maravilhoso o mundo se as bibliotecas fossem mais importantes que os bancos?”

A frase é mais uma das várias indagações típicas da menina Mafalda, personagem desenhada pelo cartunista argentino Quino entre 1964 e 1973. A personagem Mafalda foi criada em 1963 para uma propaganda, porém a campanha foi cancelada. A personagem acabou  se tornando um cartoon de verdade, sob a sugestão de Julián Delgado e foi publicado em jornal pela primeira vez em 29 de setembro de 1964, apresentando Mafalda e seus pais, e acrescentando Filipe em janeiro de 1965.
Em março de 1965, Mafalda começou a aparecer diariamente no "Mundo de Buenos Aires". Quino usou seu desenho da Mafalda também para promover campanhas sobre os Direitos Humanos. Em 1982 foi lançado um filme/animação “Mafalda - O Filme”, com direção de Carlos D Márquez. A obra foi editada em dezesseis idiomas, em mais de trinta países. Na cidade de Buenos Aires existe a praça Mafalda em sua homenagem.

Bem, obrigado. E você?
É um dos títulos de uma série de álbuns que Quino escreveu após parar de desenhar a Mafalda. Sempre dando asas ao humor cáustico que foi a sua marca, apresenta desenhos em preto e branco magnificamente expressivos, abordando as relações de poder, as desigualdades sociais, a degradação ambiental, a transformação das relações humanas – temas que, como ele mesmo admite, “não têm nada de engraçado”. O tema central são as estranhezas das pessoas e suas manias.

Quinoterapia
'Quinoterapia' mostra a estranha relação que às vezes se estabelece entre os profissionais de saúde (médicos, dentistas, psicólogos, etc.) e seus pacientes.Frases dos personagens:
- Hum... insônia... ansiedade... Sintomas muito claros: seu organismo está precisando que o senhor ganhe mais dinheiro.
______
- Doutor, quero saber a verdade, por mais terrível que seja: ser um ser humano é doença incurável?
______
- Meu problema, doutor, é que na verdade não sei quem sou eu.
- Simples crise de identidade. Vai ver como logo vai ficar curado, Sr. Rossi.
- Rossi? Como Rossi?!... González Brown, doutor! Edmundo González Brown!
- Viu? Dois mil pesos, por favor. Boa tarde.

Toda Mafalda
Mafalda é apenas uma garotinha. Gosta de brincar, de dançar e odeia tomar sopa. Mas, com apenas seis anos de idade, a menina criada pelo cartunista argentino Quino na década de 70 tem plena consciência do mundo em que vive, cheio de injustiças, guerras e intolerância. Ela e sua turma gostam dos Beatles, mas questionam o insano universo dos adultos, suas manias e suas maneiras de encarar o mundo e a realidade. A última tirinha dessa personagem foi publicada em 1975, mas continua mais atual do que nunca. Esta edição contém todas as tirinhas publicadas por Quino, da primeira à última, e mostram, com muito humor e carisma, que ser politizado e consciente não significa ser pessimista e, principalmente, não significa ser adulto.

Tirinha de desenha da Mafalda, personagem do cartunista Quino

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Informações de Joaquín Salvador Lavado Tejón - Quino na Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Quino
Página oficial do autor - https://www.quino.com.ar/
Informações sobre a personagem Mafalda na Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Mafalda

Veja aqui outras Dicas de Leitura de temas variados.

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Observação: Devido a paralização de publicações no portal da prefeitura durante o periodo de eleições municipais, as Dicas de Leitura de outubro foram publicadas somente em dezembro de 2020.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Dicas de Leitura - João Cabral de Melo Neto

As Dicas de Leitura de setembro celebram o centenário de nascimento de João Cabral de Melo Neto em 2020.

Em 9 de janeiro de 1920, no Recife, nascia o poeta e diplomata brasileiro João Cabral de Melo Neto, falecido em 9 de outubro de 1999, na cidade do Rio de Janeiro. O escritor foi membro da Academia Pernambucana de Letras Academia Pernambucana de Letras (embora não tenha comparecido a nenhuma reunião como acadêmico, nem mesmo à sua posse) e da Academia Brasileira de Letras, onde foi empossado no ano de 1969. Foi agraciado com vários prêmios literários, entre os quais: o Prêmio Olavo Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras (1955), o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Camões (em 1990) e o Prêmio Neustadt (em 1999), tido como o "Nobel Americano", sendo o único brasileiro galardoado com tal distinção. O acervo das bibliotecas do Sistema Municipal de Bibliotecas possuem diversas obras do autor, bem como livros em braile e gravação de som.

Fotografia de João Cabral de Melo Neto e algumas capas de seus livros

“E se somos Severinos
          iguais em tudo na vida,
                    morremos de morte igual,
                              mesma morte severina:
                                         que é a morte de que se morre
                                                   de velhice antes dos trinta,
                                                             de emboscada antes dos vinte,
                                                                       de fome um pouco por dia.”
 

Morte e vida severina e outros poemas
É um livro de poesia regionalista e modernista. A obra descreve a viagem de um sertanejo chamado Severino, que sai de sua terra natal em busca de melhores condições de vida. Durante a jornada Severino se encontra tantas vezes com a morte que, desiludido e impotente, percebe que a luta é inútil - como ele, tantos outros severinos padecem com a miséria e o abandono. Apenas o nascimento de um bebê, uma criança-severina, renova as esperanças e o espírito cansado.
O livro foi encenado para o cinema, a televisão e inúmeras peças teatrais. A primeira representação de Morte e Vida Severina se deu com um grupo de teatro do Pará em 1957.

Agrestes: poesia, 1981-1985
Nos poemas desse livro, João Cabral fala de Recife e Pernambuco, mesclados com certa nostalgia e com suas lembranças de infância; faz descrições da Espanha, sobretudo de Sevilha, onde sua poesia ganha um aspecto feminino, sensual; versa sobre autores consagrados, como Henry James, Murilo Mendes e Paul Valéry; descreve suas impressões como embaixador na África e na América Latina; e compõe poemas ligados à morte, muitas vezes com uma certa ironia que lhe é característica.

A escola das facas; Auto do Frade
A escola das facas é considerado um marco em sua poesia. Publicado em 1980, enquanto o autor ocupava o posto de embaixador no Equador, apresenta 44 poemas que falam de Pernambuco, com suas paisagens de coqueiros e canaviais, seus engenhos, seus personagens políticos e figuras históricas. São poesias que retomam os temas consagrados de Cabral - o rio, o sertão, o povo e o canavial. No entanto, o poeta, ao recontar antigas memórias de criança, pela primeira vez se coloca como personagem. Em autobiografia de um só dia, por exemplo, ele imagina seu nascimento; em "Prosas da maré na Jaqueira", versa sobre o Capibaribe da infância; em "Descoberta da literatura", fala de seu contato com a literatura de cordel, ainda menino, quando lia as histórias em voz alta aos empregados do engenho. Em Auto do frade, publicado quatro anos mais tarde, Cabral narra o momento em que Frei Caneca, ou frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, figura proeminente da Revolução Constitucionalista de Pernambuco, de 1824, é levado à execução. "Que ninguém se aproxime dele./ Ele é um réu condenado à morte./ Foi contra Sua Majestade,/ contra a ordem, tudo que é nobre."

Crime na Calle Relator; Sevilha andando
Nessas duas obras, editadas num único lançamento - Crime na calle Relator (1987) e Sevilha andando (1989), o autor adota temas distintos sem, no entanto, abandonar o rigor e a forma que o consagraram. Dentre as cidades em que viveu na Espanha - Barcelona, Madri e Sevilha - é a essa última que o poeta dedica seus últimos trabalhos. Em Sevilha Andando, deixa de lado sua amada Recife para falar de outra cidade onde morou e se apaixonou, e assim a descreve em "O segredo de Sevilha": "Sevilha é um estado de ser,/ menos que a prosa pede o verso".
Já em Crime na calle Relator, o humor é ingrediente principal utilizado pelo poeta nas 25 pequenas histórias baseadas em fatos reais que compõem o livro. Com descrições de cunho realista, o autor dá vida a essas anedotas ocorridas em diferentes lugares da Espanha. Descreve personagens notáveis nos versos, como toureiros, poetas, bailadores, e cantadores andaluzes.

Museu de Tudo
O livro é uma coletânea de 84 poemas esparsos, escritos entre 1946 e 1974, e o autor abre deliberadamente mão da arquitetura cerrada dos seus livros anteriores, como ele mesmo explica em um poema de abertura: "Este museu de tudo é museu/ como qualquer outro reunido;/ como museu, tanto pode ser/ caixão de lixo ou arquivo./ Assim, não chega ao vertebrado/ que deve entranhar qualquer livro:/ é depósito do que aí está,/ se fez sem risca ou risco".

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Informações de João Cabral de Melo Neto na Wikipedia: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Cabral_de_Melo_Neto

Veja também as Dicas de Leitura - Literatura Brasileira Clássica e Contemporânea (com outras obras de destaque da Literatura Brasileira) e outras Dicas de Leitura de temas variados.

Consulte o Catálogo Online para conhecer o acervo das bibliotecas e a lista das bibliotecas pelas regiões de São Paulo. Atenção: o link do título é elaborado por um ISBN para facilitar o direcionamento para o catálogo online. Pesquise também pelo autor, título ou assunto para localizar outras edições e as bibliotecas.

Observação: Devido a paralização de publicações no portal da prefeitura durante o periodo de eleições municipais, as Dicas de Leitura de setembro foram publicadas somente em dezembro de 2020.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Dicas de Leitura - Ray Bradbury

 As Dicas de Leitura de agosto homenageiam o autor Ray Bradbury pelo seu centenário de nascimento.

Em 22 de agosto comemoramos o centenário do nascimento do escritor e roteirista norte-americano Ray Bradbury, falecido em 6 de junho de 2012. É um dos mais celebrados escritores dos séculos XX e XXI, tendo escrito em uma variada gama de gêneros como ficção-científica, horror e fantasia.Vários de seus trabalhos foram adaptados para a televisão, cinema e em quadrinhos. O acervo das bibliotecas do SMB possuem diversas obras do autor, bem como suas adaptações de “graphic novels” (romance gráfico, quadrinhos) autorizadas.

Capas dos livros das Dicas de Leitura de agosto -  centenário de Ray Bradbury

A árvore do Halloween - Ray Bradbury
Na noite do dia 31 de outubro, em uma pequena cidade dos Estados Unidos, oito garotos vestem suas fantasias e saem às ruas em busca de “Gostosuras ou Travessuras”. Ao perceberem o desaparecimento de um nono integrante, o grupo decide explorar a casa mal-assombrada do outro lado da imensa ravina. Nos fundos da propriedade, eles descobrem uma gigantesca e magnífica árvore, repleta de abóboras de diferentes tons, formas e tamanhos. Em cada uma delas, há um rosto talhado. Eles nem imaginam o que estão prestes a conhecer. A trama, por meio de metáforas e personagens históricos, dá uma aula a respeito desta data tão comemorada ao redor do planeta. Os jovens, na perseguição pelo amigo desaparecido, viajam pelo tempo, passando pelo Egito Antigo, pela Grécia dos filósofos, e pela Paris medieval, aprendendo as origens do Halloween, bem como o porquê do terror, das mortes e das assombrações associados a ele.

A cidade inteira dorme e outros contos - Ray Bradbury
A coletânea reúne treze contos que oscilam entre o terror psicológico, as alegorias mágicas e a invenção de mundos alternativos – às vezes fundindo-os num único relato, mas sempre fazendo com que a imaginação seja um elemento inerente à realidade. A prosa de Bradbury, as viagens espaciais e os habitantes de outros planetas foram incorporados à paisagem natural, neutralizando o efeito espetacular que poderíamos esperar das revoluções tecnológicas. Daí a ironia da cena em que um padre e um rabino discutem sobre a vinda do Messias num mundo que convive com marcianos, ou do conto em que uma velhinha deseja ver Deus de perto e é ludibriada por um agente de turismo que lhe vende bilhete para um foguete enguiçado. Nas cenas futuristas de Bradbury, as terras alienígenas estão impregnadas pelo tédio das cidadezinhas do meio-oeste norte-americano e já apresentam aquele convívio entre modernidade e decadência que caracteriza as metrópoles contemporâneas. Não é do porvir, portanto, que Bradbury faz derivar o caráter perturbador de sua literatura, mas de uma percepção do sinistro, do demoníaco, que paira sobre suas personagens como uma sensação de catástrofe iminente. É assim que ele deixa ausentes, em vários contos, elementos “clássicos” da ficção científica, mas os substitui por alucinações e desejos obsessivos que se introduzem no cotidiano.

As crônicas marcianas - Bradbury, Ray
Publicadas originalmente em revistas de pulp fiction, no final dos anos 1950, nos Estados Unidos, As crônicas marcianas foram reunidas num livro por seu autor, no início dos anos 1960, e interligadas por pequenas costuras narrativas. As crônicas acabaram formando emocionante panorama imaginário da chegada do homem a Marte e da colonização do planeta pela espécie humana. Livro que pode ser visto como um romance fragmentado ou uma seqüência conceitual de contos.

As crônicas marcianas - a graphic novel autorizada por Ray Bradbury e ilustrada por Dennis Calero
Nas 26 narrativas desta obra, ambientadas num período entre 1999 e 2026, o autor se depara com o cotidiano de um planeta estranho e com o choque cultural entre terráqueos e marcianos. Não há pistolas laser, discos voadores e homens verdes com anteninhas na cabeça. O olhar de Bradbury foca em donas de casa marcianas que bebem 'fogo elétrico', colonizadores terráqueos que recebem comida congelada de 'icebergs voadores' e um jardineiro que planta árvores em Marte, para inundar de oxigênio a atmosfera rarefeita.

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma.
Um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451 foi escrito originalmente como um conto: "O bombeiro", contido no volume Prazer em Queimar: histórias de Fahrenheit 451. Incentivado pelo seu editor, transformou a ideia inicial em um romance, que se tornou um dos livros mais influentes de sua geração – e também um dos mais censurados e banidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos.

Fahrenheit 451 : a graphic novel  autorizada por Ray Bradbury e ilustrada por Tim Hamilton
Ao lado de Admirável Mundo Novo e 1984, Fahrenheit 451 é uma das maiores obras-primas de ficção-científica de todos os tempos. O título refere-se à temperatura em que os livros queimam – 451 graus Fahrenheit ou 233 graus Celsius. Em uma sociedade futura distópica em que ter opinião própria é considerado uma conduta criminosa, todos os livros são proibidos. E a função dos bombeiros não é apagar incêndios, mas sim destruir pilhas e pilhas de literatura para que a sociedade viva sem conflitos. Nessa brilhante adaptação para graphic novel, Tim Hamilton teve o aval de Ray Bradbury na introdução, que diz: “O que você tem diante de si agora é mais um rejuvenescimento de um livro que já foi um curto romance, que já foi um conto, que já foi uma caminhada ao redor do quarteirão, um levante do túmulo e uma queda final da casa de Usher. Meu subconsciente é mais complicado do que eu imaginava. Aprendi com os anos a deixá-lo correr sem limites e me oferecer suas ideias assim que surgiam, sem dar preferência e sem tratamento especial. Quando chega a hora certa, de algum jeito elas se juntam e entram em erupção, jorrando de meu subconsciente e se derramando nas páginas. No caso da versão final de Fahrenheit 451, ilustrada aqui, eu trouxe todos os meus personagens ao palco outra vez e os repassei pela máquina de escrever, deixando meus dedos contarem as histórias e desenterrarem os fantasmas de outras histórias e outros tempos.”

Os frutos dourados do Sol - Ray Bradbury
Coletânea com 22 contos fascinantes, muitos deles que ficaram mais conhecidos por publicações posteriores em outras coletâneas: A Sirene do Nevoeiro, O pedestre, A bruxa de abril, Pioneiros, As frutas do fundo da fruteira, O menino invisível, Máquina de voar, O assassino, O papagaio de papel dourado, o vento prateado, Até nunca mais ver, O bordado, O grande jogo entre brancos e negros, Um som de trovão, O vasto mundo lá fora, Casa de força, En la noche, Sol e sombra, A pastagem, O lixeiro, O grande incêndio, O eterno adeus, e Os frutos dourados do sol.

Licor de dente-de-leão - Ray Bradbury
Nesta obra o autor usa suas próprias experiências de infância e sua cidade natal como pano de fundo narrativo. Para a maioria das pessoas pode ser óbvio, mas será que elas já se perguntaram se estão realmente vivas? Essa questão é o ponto de partida do romance e o momento que marcou o início do verão de 1928 na vida do protagonista Douglas Spaulding, de doze anos. Na cidadezinha de Green Town, no interior dos Estados Unidos, alguns personagens extraordinários se unem nesse verão tão especial na vida de Douglas: o inventor que redescobriu os prazeres da vida ao construir a Máquina da Felicidade; o jovem repórter que se apaixonou por uma idosa de 95 anos; o contador de histórias que conseguiu falar com o passado telefonando para um lugar distante. Bradbury mostra sua genialidade na melhor forma. As descrições ao longo das páginas são perfeitas e formam, na cabeça do leitor, a ideia exata do que ele quer contar.

O país de outubro - Ray Bradbury
Em O País de Outubro reuniu Ray Bradbury dezenove histórias escolhidas (e em parte reescritas) dentre as que havia publicado anteriormente, algumas delas já consagradas como verdadeiras obras-primas do gênero, reproduzidas em revistas e antologias dentro e fora dos Estados Unidos. Os 19 contos que compõem o livro são: O anão, O próximo da fila, A ficha de pôquer atenta de H. Matisse, O esqueleto, A jarra, O lago, O emissário, Possuída pelo fogo, O pequeno assassino, A multidão, A caixinha de surpresa, A segadeira, Tio Einar, O vento, O homem do segundo andar, Havia uma velha senhora, A cisterna, Festa de família, A morte maravilhosa de Dudley Stone.

O Zen e a arte da escrita - Ray Bradbury
Neste livro exuberante, o incomparável Ray Bradbury compartilha sua sabedoria, experiência e estímulo de uma vida de escritor. Aqui estão dicas sobre a arte da escrita dadas por um mestre do ofício. Um livro que reúne tudo, desde encontrar ideias originais até desenvolver a própria voz e o estilo, bem como leituras, impressões da infância e os bastidores da notável carreira de Bradbury como um autor fecundo de romances, contos, poemas, roteiros de filmes e peças de teatro. O Zen e a arte da escrita é mais do que um simples manual para o aspirante a escritor, é uma celebração do ato da escrita, que vai encantar, exaltar e inspirar o escritor em você.


Informações de Ray Bradbury na Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Ray_Bradbury

Crédito da fotografia de Ray Bradbury: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ray_Bradbury_(1975)_-cropped-.jpg
Photo of Ray Bradbury - agosto de 1975 - Atribuição: photo by Alan Light

Veja aqui as Dicas de Leitura - Livros banidos (que inclui Fahrenheit 451) e outras Dicas de Leitura.

Consulte o Catálogo Online para conhecer o acervo das bibliotecas e a lista das bibliotecas pelas regiões de São Paulo.
 

Observação:  Devido a paralização de publicações no portal da prefeitura durante o periodo de eleições municipais, as Dicas de Leitura de agosto foram publicadas somente em dezembro de 2020.