Mostrando postagens com marcador #BlackLivesMatter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #BlackLivesMatter. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Dicas de Leitura - Vidas Negras Importam (Black Lives Matter) INFANTIL

#BlackLivesMatter #VidasNegrasImportam

É importante para a formação das crianças conversar sobre raça, racismo, preconceito, convívio social, respeito a sí e ao próximo, tradições culturais, e assuntos correlatos. Dando sequência ao tema do movimento ativista internacional Vidas Negras Importam, no inglês Black Lives Matter, cuja campanha é contra a violência direcionada as pessoas negras e o racismo, selecionamos alguns livros infantis de nosso acervo que ajudarão as crianças na compreensão dessas questões. Veja também nossas Dicas de junho com livros adultos sobre o tema. Anote os títulos de seu interesse para emprestá-los após a quarentena da pandemia do Covid-19, tão logo as bibliotecas reabram.

Capas dos livros infantis das dicas de leitura Vidas Negras Importam

AmorasEmicida, ilustrado por Aldo Fabrini
Primeiro livro do rapper Emicida, fala sobre a importância da valorização de quem somos. “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. O livro traz o enaltecimento da beleza negra por meio de alusões com a natureza e o reconhecimento de si.

Anansi: o velho sábio Kaleki, ilustrado por Jean-Claude Götting
Em uma espécie de conto dos contos, Kaleki traz a importância de refletir e saber ouvir os outros, levando em conta, antes de tudo, a opinião das mulheres, sua sabedoria e seu espírito prático. O livro revela parte da mitologia axânti (povo de Gana, África Ocidental), onde a história da aranha Anansi simboliza as crenças e os costumes daquela sociedade, como acontece em todo o continente africano, onde o conhecimento e as tradições se transmitiam oralmente, por meio dos griots, os grandes contadores de histórias.

Betina - Nilma Lino Gomes, ilustrado por Denise Nascimento
Pedagoga e primeira reitora negra da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILA, Nilma Lino Gomes acumula reflexões e debates sobre a questão racial no Brasil. Com vasta publicação, a presente ficção é uma das poucas que possui e tão marcante quanto seus textos teóricos. Betina expõe a história de uma menina cuidada por sua avó. Eis que surge o mágico momento do penteado, assim descrito: Depois de todas essas etapas, a avó sentava-se em um banquinho, colocava uma almofada para Betina sentar-se no chão, jogava uma toalha sobre os ombros da menina, dividia o cabelo em mechas e ia desembaraçando, penteando e trançando uma a uma, com rapidez incrível. Enquanto trançava, avó e neta conversavam, cantavam e contavam histórias.

Heroínas Negra Brasileiras em 15 Cordéiss - Jarid Arraes, ilustrado por Gabriela Pires
Munida de referências de cordelista e xilogravurista na família (o pai e o avô, respectivamente), a escritora Jarid Arraes encontra nessa manifestação literária a forma de conscientizar as pessoas sobre a parte que, por muito tempo, foi apagada da história do Brasil: as atitudes e ações de mulheres negras que impactaram o processo de formação do Estado brasileiro. A coletânea traz 15 histórias bem diferentes entre si para mostrar que as mulheres negras têm trajetórias tão diversas quanto a dos homens e podem representar e ocupar múltiplas narrativas, aumentando a consciência de crianças e adolescentes sobre a representatividade negra. Conheça a história de: Antonieta de Barros, Aqualtune, Carolina Maria de Jesus, Dandara dos Palmares, Esperança Garcia, Eva Maria do Bonsucesso, Laudelina de Campos, Luísa Mahin, Maria Felipa, Maria Firmina dos Reis, Mariana Crioula, Na Agontimé, Tereza de Benguela, Tia Ciata e Zacimba Gaba.

O menino Nito - Sonia Rosa, ilustrado por Victor Tavares
Menino não chora? É essa pergunta que o livro se propõe a refletir ao longo da obra. Com vários títulos que falam sobre as tradições populares de matrizes africanas no Brasil, como o Jongo, Maracatu e outras influências africanas nos esportes e culinária incorporadas no país, a contadora de história e professora Sonia Rosa traz o debate da formação da masculinidade em crianças como Nito. O menino Nito revela um percurso de desconstrução da masculinidade hoje identificada como tóxica, nociva e violenta esperada para homens na infância e que precisa ser repensada.

Meu crespo é de rainha bell hooks, ilustrado por Chris Raschka
A obra celebra a beleza e a diversidade dos cabelos crespos e cacheados apresentando às meninas brasileiras diferentes penteados e cortes de cabelo de forma positiva, alegre e elogiosa. Em forma de poema rimado e ilustrado é um livro para ser lido em voz alta, indicado para crianças a partir de três anos de idade, e também para mães, irmãs, tias e avós se orgulharem de quem são e de seu cabelo "macio como algodão” e "gostoso de brincar". O livro enaltece a beleza dos fenótipos negros, exaltando penteados e texturas afro, serve de referência à garota que se vê ali representada e admirada. A obra de bell hooks incentiva a liberdade de expressar a individualidade. Os rituais implícitos no livro estão enraizados nas tradições da própria infância, quando "fazer" o cabelo é uma boa desculpa para as meninas se reunirem, rirem e contarem histórias juntas.

Minha mãe é negra sim! - Patrícia Santana, ilustrado por Hyvanildo Leite
Doutora em Educação pela UFMG, Patrícia Maria de Souza Santana resgata a importância das crianças saberem sua origem e também se posicionar. Minha mãe é negra sim! mostra a história do garoto Eno, um menino negro que percebe o preconceito da professora, através da sugestão que ela dera, em sala de aula, para que ele pintasse o desenho da mãe, negra, na cor amarela, que ela considerava mais bonita. O incômodo de Eno reflete os vários modos como o racismo atravessa o psicológico da criança negra. Por fim, seu avô o ensina a identificar e valorizar desde a cor preta até costumes da cultura negra presentes na família e na história, fortalecendo sua autoestima e construindo, com o menino, um repertório cultural.

O mundo no black power de Tayó - Kiusam de Oliveira, ilustrado por Taisa Borges
Tayó é uma menina negra que tem orgulho do cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o das mais diversas formas. A autora apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar as agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. Mas como pode ser ruim um cabelo fofo, lindo e cheiroso? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”, responde a garota para os colegas. Com essa narrativa, a autora transforma o enorme cabelo crespo de Tayó numa metáfora para a riqueza cultural de um povo e para a riqueza da imaginação de uma menina sadia.

A Neta de Anita - Anderson de Oliveira, ilustrado por Alexandre Rampazo
Aqui, Anderson Oliveira traz o debate sobre a visibilidade das pessoas com deficiência visual. Conta a história de Tainá, uma menina negra e cega, que encontra na avó o amparo e descobertas. A narrativa envolve o leitor na construção da compreensão de mundo da menina. Tainá ouve cochichos em referência ao seu aspecto físico, o que a faz desabafar com a avó, com quem divide o teto. Após um percurso de autodescoberta, ela descobre também que a essência das coisas está justamente no fato de serem diferentes. A importância das griôs (ou griots) - contadores ou contadoras de história na África - fica ainda mais evidente.

Os nove pentes d’África - Cidinha da Silva, ilustrado por Iléa Ferraz
Pesquisadora de relações raciais e com vários livros publicados, Cidinha da Silva elabora a primeira obra infanto-juvenil a pedido de uma sobrinha de seis anos. Conta a história de uma família, cujo percurso é narrado pela Barbara, personagem principal e uma dos nove netos do vô Francisco e vó Berta. A retomada da narrativa familiar permite ao leitor compreender a importância dos momentos de contação de histórias em sua família e na tradição oral como um todo.

Sinto o que sinto Lázaro Ramos, ilustrado por Ana Maria Sena
Mesmo para os adultos, lidar com os sentimentos nem sempre é fácil. Isso é o que Dan, personagem principal dessa história, percebe ao longo de seu dia, enfrentando diferentes situações que o fazem ter de encarar uma mistura bastante diversa de sentimentos. E à noite, já em casa e quase pronto para ir dormir, Dan ouve uma história muito especial de seu avô sobre seus ancestrais. O livro de Lázaro Ramos tem como objetivo ajudar as crianças a entender que é normal sentir raiva, alegria, orgulho, tudo ao mesmo tempo. Aprender a identificar e a nomear tais sentimentos é muito importante para o desenvolvimento emocional do ser humano. Além disso, a obra mostra a importância de se valorizar a nossa ancestralidade.

 As tranças de Bintou - Sylviane A. Diouf, ilustrado por Shane W. Evans
Com vasta produção literária sobre a cultura africana, a autora nos mostra uma história comovente e que permite repensar o Brasil através dos costumes africanos. O livro resgata a valorização da estética negra, por meio das situações que a pequena Bintou vivencia ao desejar ter as tranças nos cabelos iguais às de sua irmã mais velha. O desejo de tirar seus "birotes" vai revelando a compreensão que Bintou tinha de si mesma e reconstruindo seu olhar. A história encanta pela maneira cuidadosa e doce com que trata, a partir de um contexto cultural específico, um momento universal: a passagem da infância para a adolescência. Um livro que nos revela a beleza de cada fase da vida e nos permite repensar o Brasil por meio dos costumes africanos.
 

   
Leia sobre o movimento Vidas Negras Importam, tradução de Black Lives Matter na Wikipedia e no site oficial do movimento

  

Consulte o Catálogo Online para saber em quais bibliotecas estão disponíveis estes e outros livros. Pesquise pelos assuntos racismo, preconceito, negros, discriminação racial, condições raciais, relações raciais, entre outros.
Atenção: o link do título é elaborado por um ISBN para facilitar o direcionamento para o catálogo online. Pesquise também pelo autor, título ou assunto para localizar outras edições e as bibliotecas.

Consulte a lista das bibliotecas pelas regiões de São Paulo para localizar a mais perto de você.

Veja aqui as Dicas de Leitura - Vidas Negras Importam (Black Lives Matter) livros adultos e outras Dicas de Leitura de temas variados.


quinta-feira, 18 de junho de 2020

Dicas de Leitura - Vidas Negras Importam (Black Lives Matter)

#BlackLivesMatter
#VidasNegrasImportam

A segunda seleção de livros das Dicas de Leitura de junho se vale do tema do movimento ativista internacional Vidas Negras Importam, no inglês Black Lives Matter, criado em 2013 nos Estados Unidos, cuja campanha é contra a violência direcionada as pessoas negras e o racismo. Com o uso da hashtag #BlackLivesMatter em mídias sociais, o movimento tem se espalhado pelo mundo em solidariedade às vítimas de violência policial e tem despertado a necessidade de união para ações antirracistas e discriminatórias. Somando-se a vários movimentos negros também no Brasil, debate abertamente o racismo e defende que todas as existências têm o mesmo valor e que todas as pessoas são cidadãos de direito. Escolha os títulos de seu interesse para emprestá-los  tão logo as bibliotecas voltem a funcionar, após a quarentena da pandemia do Covid-19.
 Dicas de Leitura  - Vidas Negras Importam (Black Lives Matter)

Dicionário da Escravidão e Liberdade: 50 textos críticos - Organizadores: SCHWARCZ, Lilia Moritz e GOMES, Flávio dos Santos
"A meia centena de ensaios concisos que Lilia Moritz Schwarcz e Flávio dos Santos Gomes reuniram neste volume, com título e intenção de ser um dicionário temático, mostra a grande quantidade de faces que compõem o que é um poliedro em movimento. Cada um desses textos convida a novos textos, a novas pesquisas, a aprofundamentos, a novas comparações e a contestações. Não faltam neste livro parágrafos sobre a espera, a busca e a obtenção da liberdade. Sobre a liberdade como antônimo de escravidão, mas que com ela coexiste para a ela se opor. Se estes ensaios nos dizem que o passado é sem esperança de conserto, eles não nos deixam esquecer que não há sombra sem luz." Do prefácio de Alberto da Costa e Silva .

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade - HOOKS, bell
Escritora, professora e intelectual negra insurgente, bell hooks  (escrito em minúsculaspara dar enfoque ao conteúdo da sua escrita e não à sua pessoa) escreve sobre um novo tipo de educação, a educação como prática da liberdade. Para hooks, ensinar os alunos a "transgredir" as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor. Ensinando a transgredir, repleto de paixão e política, associa um conhecimento prático da sala de aula com uma conexão profunda com o mundo das emoções e sentimentos. É um dos raros livros sobre professores e alunos que ousa levantar questões críticas sobre Eros e a raiva, o sofrimento e a reconciliação e o futuro do próprio ensino. Segundo a autora "a educação como prática da liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender". Tradução de: Teaching to transgress.

A liberdade é uma luta constante
- DAVIS, Angela

O livro da ativista política Angela Davis reúne uma ampla seleção de seus artigos, discursos e entrevistas realizados em diferentes países entre 2013 e 2015, organizados pelo militante dos direitos humanos Frank Barat. Os textos trazem reflexões sobre como as lutas históricas do movimento negro e do feminismo negro nos Estados Unidos e a luta contra o apartheid na África do Sul se relacionam com os movimentos atuais pelo abolicionismo prisional e com a luta anticolonial na Palestina. Além de sua reconhecida atuação política no combate ao racismo, Davis denuncia também o sexismo, demonstrando de forma muito objetiva a relação entre a violência contra a mulher e a violência do Estado. Diante das injustiças globais, Angela Davis inspira o leitor a imaginar e construir um movimento de libertação de todos os seres humanos. Organização de Frank Barat.

Lugar de fala
- RIBEIRO, Djamila
A intenção da coleção Feminismos Plurais é trazer para o grande público questões importantes referentes aos mais diversos feminismos de forma didática e acessível. Com o objetivo de desmistificar o conceito de lugar de fala, Djamila Ribeiro contextualiza o indivíduo tido como universal numa sociedade cisheteropatriarcal eurocentrada, para que seja possível identificarmos as diversas vivências específicas e, assim, diferenciar os discursos de acordo com a posição social de onde se fala.

Mulheres, raça e classe
- DAVIS, Angela
Mais importante obra de Angela Davis, traça um poderoso panorama histórico e crítico das imbricações entre a luta anticapitalista, a luta feminista, a luta antirracista e a luta antiescravagista, passando pelos dilemas contemporâneos da mulher. O livro é considerado um clássico sobre a interseccionalidade de gênero, raça e classe. A perspectiva adotada por Davis realça o mérito do livro: desloca olhares viciados sobre o tema em tela e atribui centralidade ao papel das mulheres negras na luta contra as explorações que se perpetuam no presente, reelaborando-se. O reexame operado pela escrita dessa ativista mundialmente conhecida é indispensável para a compreensão da realidade do nosso país, pois reforça a práxis do feminismo negro brasileiro, segundo o qual a inobservância do lugar das mulheres negras nas ideias e projetos que pensaram e pensam o Brasil vem adiando diagnósticos mais precisos sobre desigualdade, discriminação, pobreza, entre outras variáveis.

A nova segregação: racismo e encarceramento em massa
- ALEXANDER, Michelle
Esta obra busca revelar os alicerces do racismo estrutural no coração da democracia liberal moderna. O livro desafiou a noção de que o governo Obama assinalava o advento de uma nova era pós-racial. A edição brasileira tem apresentação de Ana Luiza Pinheiro Flauzina, orelha de Alessandra Devulsky, revisão técnica e notas Silvio Luiz de Almeida. Pedro Davoglio assina a tradução. Tradução de: The new Jim Crow: mass incarceration in the age of colorblindness.

Quem tem medo do feminismo negro?
RIBEIRO, Djamila
A obra reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista CartaCapital, entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante. Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir.

Racismo no Brasil
- SCHWARCZ, Lilia Moritz
No Brasil, ninguém é racista. São sempre os outros. Numa pesquisa da Universidade de São Paulo, 97% dos entrevistados afirmaram não ter preconceito, mas 98% disseram conhecer pessoas que manifestavam, de algum modo, discriminação racial. O fato é que, na sociedade brasileira, tão marcada pela desigualdade e pelos privilégios, a "raça" fez e faz parte de uma agenda pautada por duas atitudes: a exclusão social e a assimilação cultural. Nesse contexto, torna-se especialmente importante pensar sobre o mito da nossa "democracia racial". Amparado num resumo histórico dos padrões de discriminação e miscigenação, este livro chega a conclusões surpreendentes sobre os modelos de relacionamento racial em nosso país.

Racismo estrutural
- ALMEIDA, Silvio
Nos anos 1970, Kwame Turu e Charles Hamilton, no livro "Black Power", apresentaram pela primeira vez o conceito de racismo institucional: muito mais do que a ação de indivíduos com motivações pessoais, o racismo está infiltrado nas instituições e na cultura, gerando condições deficitárias a priori para boa parte da população. É a partir desse conceito que o autor Silvio Almeida apresenta dados estatísticos e discute como o racismo está na estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira.

O Racismo e o Negro no Brasil:  questões para a psicanálise
- Organizadores: Kon, Noemi Moritz; Silva, Maria Lúcia da; Abud, Cristiane Curi
"O Brasil é racista, mas eu não. ” No Brasil, a dificuldade de perceber a dimensão da questão racial trava o processo de construção e constituição do país como nação. Sabendo que a psicanálise, e todos os saberes, segue a música dos acontecimentos históricos e culturais, a editora Perspectiva oferece ao leitor um profundo e candente debate sobre o espinhoso tema do racismo e preconceito no Brasil ao tornar livro o ciclo de palestras realizado em 2012, em São Paulo, pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae sobre o assunto, uma reflexão dos tempos e espaços que nos trouxeram ao Brasil do anos 2000. Afinal, em que contexto estamos imersos e quais questões o travessam? Como explicar a cruel tendência de invisibilizar e subjugar, através do ideal da brancura, o não branco? Como tratar a questão do racismo no Brasil, que perdura e se agarra a um passado escravagista que, ainda hoje “cobre nosso tecido social, sobrevivendo com tenaz resistência aos humores do tempo”?

Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula
- TOLENTINO, Luana
Crônicas que evidenciam as experiências da autora vividas ao longo de dez anos à frente de turmas dos Ensinos Fundamental e Médio. O livro chama a atenção para a importância da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Africana e Afro-brasileira no currículo escolar, uma porta que abriu caminhos para estruturar uma política educacional que incentivou e continua a incentivar práticas pedagógicas que buscam combater o racismo no território escolar.

Dicas de Leitura relacionadas publicadas anteriormente

Dicas de Leitura - Consciência Negra

Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra em 20 de novembro, selecionamos para as Dicas de Leitura do mês algumas obras disponíveis no acervo das bibliotecas que possibilitam uma reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.Obras selecionadas: Carolina Maria de Jesus: uma escritora improvável (Joel Rufino dos Santos); Eu sei por que o pássaro canta na gaiola (Maya Angelou); Olhos d'água (Conceição Evaristo); Pretextos de mulheres negras (org. Carmen Faustino e Elizandra Souza); Romantismo brasileiro: amor e morte - estudo sobre José de Alencar e Maria Firmina dos Reis; Sagrado sopro (Raquel Almeida); Terra fértil (Jenyffer Nascimento); Úrsula (Maria Firmina dos Reis). (novembro 2019)

Dicas de Leitura - Toni Morrison

A escritora norte americana Toni Morrison faleceu dia 5 de agosto aos 88 anos. Toni foi a primeira mulher negra a ganhar o Nobel de Literatura em 1993 e é a ela que dedicamos esta edição das Dicas de Leitura. Obras selecionadas: Amada - (Beloved), Amor - (Love), A Canção de Solomon - (Song of Solomon), Compaixão - (Mercy), Jazz, O olho mais azul - (The Bluest Eye), O que me diz, Louise? - (Please Louise), Paraíso - (Paradise), Pérola Negra - (Tar baby), Quem leva a melhor?: novas fábulas de Esopo - (Who's Got Game?: The Ant or the Grasshopper? The Lion or the Mouse? Poppy or the Snake?, Voltar para casa - (Home), Toni Morrison: great American writer, Toni Morrison, Extraordinary American writers. (agosto 2019)

Dicas de Leitura - Dia Internacional contra a Discriminação Racial

O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela Organização das Nações Unidas e celebra-se em 21 de março em referência ao Massacre de Sharpeville. Esta é uma importante data que reforça a luta contra o preconceito racial em todo o mundo. Obras selecionadas: A Invenção das Asas, Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola, Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis, Kindred: Laços de sangue, Na Minha Pele, Nem preto nem branco muito pelo contrário: cor e raça na sociabilidade brasileira, No Seu Pescoço, O correspondente estrangeiro, Negras Raízes, Um defeito de cor. (março de 2019)

Dicas de Leitura - Escritoras Africanas

As Dicas de Leitura de abril de 2018 apresentam escritoras da Nigéria, Zimbábue, Camarões, Moçambique, África do Sul e Egito. Autoras e suas obras disponíveis nas bibliotecas:
Chimamanda Ngozi Adichie: Americanah, Hibisco roxo, Meio sol amarelo, Para educar crianças feministas, Sejamos todos feministas. Léonora Miano: Contornos do dia que vem vindo. J. Nozipo Maraire: Zenzele. Lina Magaia: Dumba Nengue - histórias trágicas do banditismo. Nadine Gordimer: O amante da natureza, A arma da casa, Beethoven era 1/16 negro e outros contos, Contando histórias, De volta à vida, O engate, O falecido mundo burguês, A filha de Burger, A gente de July, A história do meu filho, O melhor tempo é o presente, Numa segunda-feira de certeza, O pessoal de July, Tempos de reflexão, Um capricho da natureza, Um mundo de estranhos, Uma mulher sem igual. Nawal El Saadawi: A face oculta de Eva. (abril de 2018)

Dicas de Leitura - Consciência Negra no Brasil

Conheça um pouco mais sobre a história dos negros no nosso país. Veja algumas dicas de leitura e contações de histórias com a temática África e Brasil que acontecem nas bibliotecas. Obras selecionadas: 20 de novembro - A consciência nasceu na luta, A cor do preconceito, História e cultura afro-brasileira, O negro no Brasil de hoje, Racismo – A verdade dói. Encare, Tramas da Cor: Enfrentando o preconceito no dia-a-dia escolar. (novembro de 2011)

Leia sobre o movimento Vidas Negras Importam, tradução de Black Lives Matter na Wikipedia e no site oficial do movimento


  

Consulte o Catálogo Online para saber em quais bibliotecas estão disponíveis estes e outros livros. Pesquise pelos assuntos racismo, preconceito, negros, discriminação racial, condições raciais, relações raciais, entre outros.
Atenção: o link do título é elaborado por um ISBN para facilitar o direcionamento para o catálogo online. Pesquise também pelo autor, título ou assunto para localizar outras edições e as bibliotecas
Consulte a lista das bibliotecas pelas regiões de São Paulo para localizar a mais perto de você.
Veja aqui outras Dicas de Leitura de temas variados.

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/noticias/?p=28071